EUA atacam instalações militares na Venezuela e capturam Maduro, diz Trump
Ataques dos EUA na Venezuela: Maduro capturado

Os Estados Unidos realizaram uma série de ataques militares em território venezuelano nas primeiras horas deste sábado, 3 de janeiro de 2026. A ação, descrita pelo presidente americano, Donald Trump, como de "grande escala", teve como alvo principal instalações militares na capital Caracas e em estados vizinhos.

Detalhes da Operação Militar

Os bombardeios começaram pouco antes das 2h da manhã, horário local, com explosões ouvidas sobre Caracas e o som de aeronaves sobrevoando a cidade. Segundo relatos, os alvos incluíram Fuerte Tiuna, a principal base militar da capital, que ficou completamente sem energia após os ataques.

Outros locais atingidos foram o Quartel de la Montaña e a Base Aérea de La Carlota. Autoridades venezuelanas também reportaram ações nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Apesar da intensidade dos ataques, fontes ouvidas pela Reuters indicaram que a produção e o refino de petróleo da estatal PDVSA seguiam normais, sem danos.

Anúncio de Trump e Reação Venezuelana

Em uma publicação na rede Truth Social, Donald Trump afirmou que a operação foi bem-sucedida e resultou na captura e remoção do país do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa. "Esta operação foi realizada em conjunto com as forças de segurança dos Estados Unidos", escreveu Trump, prometendo mais detalhes em uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago.

O governo da Venezuela reagiu com um comunicado forte, instando a população a se levantar contra o que classificou como uma "agressão militar" extremamente grave. O regime afirmou que Washington corre o risco de afundar a América Latina no caos e pediu mobilização nacional para "derrotar essa agressão imperialista".

Contexto e Tensões Prévias

Esta escalada militar não é totalmente inesperada. No final de outubro, Trump revelou ter autorizado a CIA a conduzir operações secretas dentro da Venezuela. O Pentágono teria apresentado ao presidente opções que incluíam ataques a instalações como pistas de pouso, justificados por supostos vínculos entre setores das Forças Armadas venezuelanas e o narcotráfico.

Os EUA acusam Maduro de liderar o Cartel de los Soles – designado como organização terrorista estrangeira em novembro – e oferecem uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à sua captura. Trump também tem intensificado ataques a barcos no Caribe e Pacífico, alegando combate ao narcoterrorismo.

Contudo, dados das Nações Unidas enfraquecem o discurso de caça às drogas. O Relatório Mundial sobre Drogas de 2025 indica que o fentanil, principal responsável pelas overdoses nos EUA, tem origem no México, e não na Venezuela. A cocaína consumida nos Estados Unidos vem majoritariamente da Colômbia, Bolívia e Peru.

Divisão Doméstica e Mobilização Militar

A ação militar gera divisão nos próprios Estados Unidos. Uma pesquisa Reuters/Ipsos mostrou que apenas 29% dos americanos apoiam o uso das Forças Armadas para matar suspeitos de narcotráfico sem devido processo judicial. Entre os republicanos, 58% apoiam a prática, enquanto 75% dos eleitores democratas são contra.

A operação ocorre em meio a uma crescente mobilização militar americana na região. Além de um porta-aviões, os EUA despacharam para o Caribe destróieres com mísseis guiados, caças F-35, um submarino nuclear e cerca de 6.500 soldados. A ONU tem considerado ações similares anteriores como "execuções extrajudiciais".

O próximo passo aguardado é a coletiva de imprensa de Trump, onde ele prometeu tratar de questões como a autorização do Congresso para a operação e os planos futuros. A situação coloca a América Latina em um momento de extrema tensão e incerteza geopolítica.