Brasil e 5 países rechaçam ataque dos EUA à Venezuela em nota conjunta
6 países condenam ação militar dos EUA na Venezuela

Um grupo de seis nações, incluindo o Brasil, emitiu um comunicado oficial conjunto neste domingo, 4 de janeiro de 2026, expressando forte rejeição às ações militares realizadas pelos Estados Unidos no território da Venezuela. Os governos signatários classificaram a operação como uma violação grave dos princípios internacionais.

Detalhes da Operação Americana

Na madrugada de sábado, dia 3, forças dos Estados Unidos executaram um ataque em solo venezuelano que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, referido na ação como "ditador". Em coletiva de imprensa, o presidente americano Donald Trump declarou que os EUA assumiriam a governança da Venezuela e que o mercado petrolífero do país seria aberto para empresas americanas.

As reservas de petróleo da Venezuela são estimadas em um valor que pode alcançar US$ 18,4 trilhões, um dado econômico de grande relevância no contexto da intervenção.

Conteúdo da Nota de Rechaço Internacional

A nota, assinada por Brasil, Espanha, México, Chile, Colômbia e Uruguai, é incisiva ao afirmar que as medidas americanas contrariam princípios fundamentais do direito internacional. Os pontos criticados incluem:

  • A proibição do uso e da ameaça do uso da força.
  • O respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, bases da Carta das Nações Unidas.

O documento alerta que tais ações criam "um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais" e também colocam em risco a população civil venezuelana.

Defesa de uma Solução Pacífica e Regional

Os seis países foram enfáticos ao reiterar que a crise venezuelana deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, através do diálogo e do respeito à vontade do povo, sem qualquer tipo de ingerência externa. A nota defende um processo político inclusivo e liderado pelos próprios venezuelanos como único caminho para uma solução democrática e sustentável.

Além disso, as nações reafirmam sua visão da América Latina e do Caribe como uma zona de paz, construída sobre o respeito mútuo e a não intervenção. Foi feito um apelo à unidade regional, independentemente de diferenças políticas, para enfrentar ações que ameacem a estabilidade.

Por fim, o comunicado manifesta "preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos", como o petróleo, considerando tal postura incompatível com o direito internacional e uma ameaça à estabilidade política, econômica e social de toda a região.