O presidente da Fifa, Gianni Infantino, usou suas redes sociais para fazer uma dura condenação aos incidentes que marcaram a final da Copa Africana das Nações. O mandatário máximo do futebol mundial classificou como "inaceitável" a conduta que levou ao caos durante a decisão entre Senegal e Marrocos, disputada em Rabat no domingo, 18 de janeiro de 2026.
Protesto e abandono de campo geram tumulto
A partida, que coroaria o bicampeão continental, foi interrompida nos acréscimos do tempo normal. A seleção do Senegal, comandada pelo técnico Pape Thiaw, deixou o campo em protesto contra uma marcação de pênalti a favor de Marrocos considerada polêmica. Essa atitude gerou uma interrupção de quase 15 minutos e um cenário de grande confusão no estádio, com confrontos entre torcedores e a polícia.
Em uma publicação no Instagram, Infantino foi direto ao ponto: "É inaceitável deixar o campo de jogo desta maneira e, igualmente, a violência não pode ser tolerada em nosso esporte. Simplesmente não é certo", escreveu. O presidente da Fifa reforçou que tais cenas "devem ser condenadas e nunca repetidas".
Chamado por ações disciplinares e responsabilidade
Além de criticar os acontecimentos, Gianni Infantino fez um apelo direto à Confederação Africana de Futebol (CAF). Ele cobrou que a entidade continental aplique "as medidas disciplinares apropriadas" em resposta aos episódios. Infantino também destacou o papel dos atletas como exemplos.
"É também responsabilidade das equipes e dos jogadores agir com responsabilidade e dar o exemplo certo para os torcedores nos estádios e para milhões assistindo ao redor do mundo", afirmou em sua mensagem. Ele finalizou com um alerta sobre a essência do futebol, afirmando que competir dentro das Leis do Jogo é fundamental, pois qualquer desvio "coloca a própria essência do futebol em risco".
O desfecho do jogo sob chuva e confusão
Apesar do caos, a partida foi retomada. O pênalti polêmico, cobrado por Brahim Díaz, foi defendido pelo goleiro senegalês Mendy com uma "cavadinha". Com a chance de título desperdiçada pelo marroquino, o jogo seguiu para a prorrogação. Foi então que Pape Gueye marcou o gol solitário que garantiu ao Senegal a conquista do bicampeonato da Copa Africana das Nações, vencendo o anfitrião Marrocos por 1 a 0 em uma final marcada pela chuva e pela tensão extrema.