O Big Brother Brasil, fenômeno televisivo da TV Globo, é visto por muitos como um trampolim para a fama. No entanto, uma série de ex-participantes revela um lado sombrio da experiência: o arrependimento profundo. Em depoimentos fortes, eles comparam o estigma pós-reality a uma lepra social e detalham perdas significativas em suas carreiras e vidas pessoais.
O preço da fama: carreiras manchadas e contratos perdidos
Longe do glamour esperado, a passagem pelo confinamento deixou marcas difíceis de apagar para alguns. Aline Dahlen, que participou do BBB14, não mede palavras para descrever sua experiência. A atriz afirma que a pior coisa que aconteceu em sua vida foi aceitar o convite para o programa. Ela relata que perdeu oportunidades de trabalho e viu sua reputação ser manchada, lamentando a vida "bacana" que tinha antes de entrar no reality.
No mesmo barco está o cantor Projota, do BBB21. Ele entrou no programa acreditando que seria uma boa estratégia para ampliar seu público. O resultado, contudo, foi devastador. O artista diz ter perdido uma parte significativa de seus fãs, amigos e até contratos profissionais. "Perdi boa parte do alicerce que levei 20 anos para construir", desabafa, comparando a sensação a um furacão que passou por sua vida.
Vilões e máquinas do tempo: o peso do julgamento público
A rejeição do público durante e após o programa é outro fator de trauma. Ana Paula Costa, a "bruxinha" do BBB18, foi eliminada com uma porcentagem histórica de 89,85% dos votos. Ela confessa que o desejo de ter uma máquina do tempo não é para evitar entrar na casa, mas para consertar os erros cometidos. "Perdi a chance da minha vida", declara, mostrando o peso das decisões tomadas sob os holofotes.
Até quem construiu uma carreira de sucesso após o programa carrega o estigma. Maíra Cardi, participante emblemática do BBB9 e hoje uma grande influenciadora, se arrepende amargamente. Ela define a participação como um "rótulo eterno" e afirma que não foi bom ter feito o reality. "Não imaginei que o preconceito fosse gigante. É leproso", compara, destacando o preconceito que ainda enfrenta por ter sido uma brother.
O alerta de quem viveu: "Melhor sair do que entrar"
O sentimento de alerta para futuros participantes é unânime entre os arrependidos. Bruna, do BBB7, que hoje é especialista em unhas, mantém um destaque em seu perfil no Instagram justamente para compartilhar os motivos de detestar o programa e revelar bastidores. Sua mensagem é direta: "Melhor sair do que entrar".
Os relatos, coletados e publicados em 18 de janeiro de 2026, pintam um retrato complexo do fenômeno BBB. Eles mostram que, para alguns, o preço da exposição massiva pode ser alto demais, custando reputações, relações e anos de construção profissional, deixando uma marca que, segundo suas próprias palavras, se assemelha a uma sentença eterna.