O hotel Marriott, localizado em Caracas, foi transformado em uma sede informal da Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela. Os detalhes do dia a dia dos diplomatas americanos no país foram divulgados pelo jornal The New York Times nesta quarta-feira, 7 de maio de 2026.
Contexto político e estadia no hotel
A situação ocorre em meio a mudanças e incertezas após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos EUA em janeiro. O Marriott é um dos últimos hotéis venezuelanos onde hóspedes podem acumular pontos em programas de fidelidade sediados nos EUA. Embora não seja o mais exclusivo nem o melhor localizado, tornou-se o epicentro dos negócios americanos.
No local, é possível encontrar magnatas do petróleo do Texas, financistas de Nova York e turistas. A razão para essa concentração empresarial está ligada à decisão do governo de Donald Trump de alocar a sede improvisada da Embaixada em várias suítes do hotel.
Diplomatas e restrições
Os diplomatas americanos, muitos recém-chegados, ocupam o último andar como residência temporária. Entre eles está o principal enviado de Trump, John Barrett, conforme o NYT. A estadia ocorre enquanto a Embaixada dos EUA, a cerca de três quilômetros de distância, passa por reformas. O local estava desocupado desde 2019, quando Caracas rompeu relações diplomáticas com Washington.
Sem um prédio oficial, os representantes americanos se contentam com espaços confinados em um hotel que reflete sinais de desgaste: elevadores lentos e chaves que não funcionam por falta de bateria.
Mobilidade limitada
Do lado de fora, SUVs Nissan Patrol brancas, enviadas por via aérea, estão à disposição. No entanto, os enviados estão proibidos de andar livremente pela Venezuela, com permissão para explorar, no máximo, quarteirões próximos ao Marriott. O NYT destaca que isso significa, na prática, que tentam decifrar um país com aproximadamente o dobro do tamanho da Califórnia sem poder circular amplamente em sua capital.



