Bombardeiros israelenses no sul do Líbano mataram pelo menos uma pessoa e feriram outras quatro, conforme informaram socorristas e o Ministério da Saúde libanês neste domingo, 3 de maio de 2026. Os ataques ocorrem no contexto da guerra do exército israelense contra o movimento islamista pró-iraniano Hezbollah.
Alerta de evacuação e resposta israelense
Mais cedo, o exército de Israel emitiu um alerta urgente para moradores de 11 cidades e vilarejos do sul do Líbano, pedindo que deixassem suas casas e se afastassem ao menos mil metros em direção a áreas abertas. Segundo o governo israelense, os ataques são uma resposta à violação do cessar-fogo por parte do Hezbollah, grupo armado financiado pelo Irã.
Trocas de acusações
Ambos os países trocam acusações de violação do cessar-fogo. Israel acusou o Hezbollah de disparar foguetes no sul do Líbano, enquanto o exército libanês e observadores acusaram Israel de manter tropas e realizar bombardeios, violando a trégua. O Hezbollah condicionou a trégua à retirada das tropas israelenses, enquanto Israel alegou que suas ações visavam infraestruturas do grupo.
Negociações distantes
As tentativas de negociações continuam, mas, a depender do grupo libanês, um acordo parece distante. O deputado do Hezbollah Hassan Fadlallah afirmou que o grupo islamista pró-Irã seria capaz de “frustrar” os objetivos das negociações diretas entre o Líbano e Israel. “Estas negociações, com todos os seus resultados, não nos interessam e não as aplicaremos”, disse Fadlallah. “Contamos com um povo livre e uma resistência inabalável, capaz de frustrar todos os objetivos destas negociações, que acentuam a profunda divisão no país entre as facções do nosso povo e dentro do próprio Estado”, acrescentou. As informações são da AFP.



