Noz-pecã: supersafra em 2026 deve ultrapassar 7 mil toneladas no Brasil
Supersafra de noz-pecã em 2026: produção recorde no Brasil

O Brasil se prepara para uma supersafra de noz-pecã em 2026, com expectativa de produção superior a 7 mil toneladas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan). Caso confirmado, este volume representará um recorde histórico, superando as mais de 6 mil toneladas colhidas em 2023.

Rio Grande do Sul lidera produção nacional

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio Grande do Sul concentra mais de 90% da produção de noz-pecã no país. O Brasil ocupa atualmente a quarta posição no ranking mundial de produtores do fruto.

Superalimento rico em antioxidantes

A noz-pecã é reconhecida como um superalimento devido ao seu alto valor nutricional. Este fruto seco oleaginoso é abundante em antioxidantes e possui elevada capacidade natural de vitamina E, sendo associado ao combate ao envelhecimento, o chamado anti-aging. "A noz-pecã tem uma capacidade antioxidante estupenda, muito maior que a maioria das outras frutas secas, sendo considerada hoje um superalimento", afirma o presidente do IBPecan, Claiton Wallauer.

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Um estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) analisou 277 tipos de alimentos e identificou a pecã como a noz com maior capacidade antioxidante. Os antioxidantes protegem as células contra danos causados por radicais livres, moléculas instáveis produzidas naturalmente pelo organismo ou geradas por fatores externos como poluição, radiação, cigarro e má alimentação.

Compostos bioativos e benefícios à saúde

A pesquisa destaca que a noz-pecã é rica em compostos bioativos, como ácidos graxos insaturados, fibras, vitamina E, minerais e polifenóis. Seu consumo pode reduzir o risco cardiovascular, diminuindo o colesterol LDL (ruim) e aumentando o HDL (bom). Além disso, possui ação anti-inflamatória, auxilia no controle glicêmico e traz benefícios gerais à saúde.

Com o aumento do consumo, a noz-pecã vem ganhando espaço em receitas e também no mercado de cosméticos. "A pecã é muito utilizada em bolos, tortas, doces, chocolate, sorvete e barras de cereal. Hoje, é usada até em cosméticos, devido à sua capacidade nutracêutica. Seus óleos são empregados em cremes para o corpo, bases de shampoo, hidratantes e produtos anti-aging, por causa da alta biodisponibilidade de vitamina E", explica Wallauer.

Supersafra traz alívio após dois anos de perdas

A 8ª Abertura Oficial da Colheita de Noz-Pecã ocorre em 8 de maio, em Nova Pádua (RS). A supersafra de 2026 representa um alento para os produtores, que enfrentaram duas safras frustrantes. Em 2024, a colheita coincidiu com as chuvas que provocaram enchentes devastadoras no Rio Grande do Sul. "Foi um ano catastrófico. Não colhemos nem um terço do esperado, e o mercado ficou desabastecido. Muitos pomares próximos a rios foram levados pela água", relata Wallauer. "Em 2025, a situação não foi muito diferente, pois os pomares ainda se reorganizavam", completa.

A nogueira, árvore que produz a noz-pecã, tem ciclos naturais de alta e baixa produção. Após dois anos de baixa, ela acumulou reservas, e as condições climáticas favoráveis contribuíram para a supersafra. "É uma combinação de fatores biológicos e climáticos que está favorecendo uma produção excelente este ano", diz Wallauer.

Exportação como alternativa para o excedente

Com a produção elevada, o mercado doméstico pode não absorver toda a oferta. O IBPecan estima que o consumo brasileiro seja de 4 a 5 mil toneladas anuais. Para evitar queda nos preços, a exportação surge como alternativa. "Com o excedente de 2026, a exportação é uma saída viável e muito esperada pelos produtores", afirma Wallauer.

Empresas de beneficiamento associadas ao IBPecan já receberam importadores e realizaram exportações. "O foco são empresas que se especializaram no processamento para atender a demanda externa por noz descascada, produto de maior venda no mercado internacional, pela praticidade no setor de food service", explica.

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