O panorama geopolítico e o cenário político e econômico brasileiro foram marcados por decisões de alto impacto nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026. Enquanto os Estados Unidos apertam o cerco ao Irã, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma medida para coibir o desvio de recursos públicos, e o Banco Central decretou o fim de uma grande gestora de fundos.
Crise Internacional: EUA Aumentam Pressão sobre o Irã
O clima entre Estados Unidos e Irã atingiu um novo patamar de hostilidade. O governo do presidente Donald Trump anunciou novas sanções contra autoridades iranianas, em meio a um cenário de ameaças mútuas de ataques. As punições incluem o congelamento de ativos no exterior e a proibição de transações comerciais com empresas ligadas ao país do Oriente Médio.
Para reforçar a postura, os Estados Unidos realizaram um movimento militar significativo, enviando um porta-aviões e um submarino nuclear para a região do Golfo Pérsico. A ação visa conter possíveis retaliações iranianas e demonstra força em um momento de extrema tensão diplomática.
STF Bloqueia Rota de Nepotismo em Emendas Parlamentares
No plano interno, uma decisão do ministro Flávio Dino promete impactar a destinação de verbas públicas. O magistrado proibiu o pagamento de emendas parlamentares a Organizações Não Governamentais (ONGs) que tenham parentes de políticos em cargos de direção ou administração.
Na prática, a medida veta que um deputado ou senador destine dinheiro público a uma entidade onde cônjuge, filhos, irmãos ou tios ocupem posições de comando. A decisão também impede que essas ONGs, após receberem os recursos, contratem serviços de empresas pertencentes a familiares dos parlamentares que indicaram a verba.
A iniciativa do ministro visa fechar uma brecha histórica usada para desviar recursos do orçamento público, fortalecendo o controle sobre o uso do dinheiro dos contribuintes.
Fim de uma Era: BC Decreta Liquidação da Gestora Reag
O sistema financeiro brasileiro também foi abalado. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag, que em seu auge foi a maior gestora de fundos independente do país. A empresa tinha entre seus principais clientes o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master.
A Reag já estava no radar das autoridades. A gestora foi alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025. A força-tarefa, que envolvia a Polícia Federal e o Ministério Público, investigava um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro supostamente operado pela facção criminosa PCC, que utilizava contas na gestora para movimentar valores ilícitos.
A decisão do BC representa o fim definitivo das atividades da empresa e coloca um ponto final em uma instituição que já foi referência no mercado, mas que sucumbiu a graves irregularidades.
Os eventos deste 15 de janeiro ilustram um dia de transformações significativas, com repercussões que vão da política externa e do combate à corrupção até a estabilidade do sistema financeiro nacional.