Trump afirma estar em 'negociações acaloradas' com Irã às vésperas do fim do prazo para reabertura do Estreito de Ormuz
Trump em 'negociações acaloradas' com Irã antes do fim do prazo

Trump anuncia 'negociações acaloradas' com o Irã enquanto prazo para reabertura do Estreito de Ormuz se esgota

Em meio à crescente tensão no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, que está envolvido em negociações acaloradas com autoridades iranianas. A declaração ocorre a poucas horas do fim do prazo de 48 horas imposto por ele mesmo para que o Irã recue do bloqueio do Estreito de Ormuz, sob ameaça de uma ofensiva militar contra infraestruturas estratégicas do país.

Prazo se aproxima do fim enquanto discursos inflamam o conflito

Em entrevista à Fox News, Trump evitou dar detalhes sobre o andamento das conversas, limitando-se a dizer: "Não posso dizer, porque neste momento estamos em negociações acaloradas". O ultimato, que expira às 21h no horário de Brasília desta terça-feira, exige a reabertura do Estreito de Ormuz, rota crucial por onde passa aproximadamente 20% do petróleo e gás consumidos globalmente.

Paralelamente, o presidente americano utilizou sua rede social Truth Social para fazer declarações alarmistas, afirmando que "uma civilização inteira morrerá esta noite" caso o Irã não cumpra as exigências de Washington. Em outro momento, sugeriu que o país poderia ser "eliminado em uma única noite", embora tenha dito que não deseja esse desfecho, considerando-o apenas provável.

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Resposta iraniana: alertas e preparação para a defesa

O Irã reagiu com firmeza às ameaças de Trump. Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador iraniano Amir-Saeid Iravani classificou as falas do presidente americano como "incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio". Ele deixou claro que o Irã não ficará de braços cruzados diante de um possível ataque, exercendo seu direito à autodefesa com medidas imediatas e proporcionais.

No território iraniano, autoridades já mobilizaram a população para formar correntes humanas ao redor de usinas de energia e outras infraestruturas consideradas estratégicas. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que mais de 14 milhões de cidadãos responderam a convocações da mídia estatal para se voluntariar na defesa do país.

Ataques preliminares e esforços diplomáticos em andamento

Mesmo antes do término do prazo, ataques já atingiram alvos no Irã, incluindo pontes, estruturas ferroviárias e instalações militares na Ilha de Kharg, ponto-chave para a produção petrolífera do país. Não está claro se essas ações fazem parte de uma ofensiva mais ampla prometida por Washington.

Enquanto isso, esforços diplomáticos tentam conter a escalada do conflito. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que negociações intermediadas por seu país, Egito e Turquia estão progredindo de forma constante, com potencial para resultados substanciais em breve. No entanto, o Irã sinaliza preferir um acordo definitivo para encerrar o conflito, em vez de uma trégua temporária.

O cenário permanece incerto, com Trump sugerindo a possibilidade de mudanças políticas em Teerã que poderiam abrir caminho para um cenário "revolucionário e maravilhoso". A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos, enquanto o relógio avança em direção ao fim do prazo estabelecido pelo presidente americano.

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