Trump intensifica pressão sobre Irã com frota militar e ameaça de ação
Trump ameaça Irã com frota e diz tempo para acordo se esgota

Trump intensifica pressão sobre Irã com frota militar e ameaça de ação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou significativamente o tom das tensões com o Irã nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, ao anunciar publicamente o envio de uma "enorme armada" em direção ao Oriente Médio. Em uma publicação em sua rede social Truth Social, Trump deixou claro que o tempo para a negociação de um acordo nuclear está se esgotando, reforçando ameaças de intervenção militar que vêm sendo feitas há meses.

Ampliação da frota e referência a operações anteriores

Em sua mensagem, o líder americano descreveu a frota como maior do que a enviada anteriormente à Venezuela, destacando que ela é liderada pelo porta-aviões Abraham Lincoln. Trump afirmou que a armada se move com "grande poder, entusiasmo e determinação", pronta para cumprir missões com rapidez e, se necessário, violência. Ele também fez referência direta à "Operação Martelo da Meia-Noite", uma ação militar conjunta com Israel em junho do ano passado que resultou no bombardeio de três instalações nucleares iranianas.

"Esperamos que o Irã se sente à mesa de negociações o mais breve possível e chegue a um acordo justo e equitativo – sem armas nucleares – um acordo que seja bom para todas as partes", declarou Trump. "O tempo está se esgotando, é realmente essencial! Como eu disse ao Irã uma vez, façam um acordo! Eles não fizeram e aconteceu a 'Operação Martelo da Meia-Noite', uma grande destruição do Irã. O próximo ataque será muito pior! Não deixem isso acontecer novamente".

Resposta iraniana: diálogo sim, mas sem ameaças

Em resposta imediata, o perfil oficial da missão do Irã junto às Nações Unidas emitiu uma nota afirmando que o governo está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e nos interesses comuns. No entanto, a declaração foi enfática ao ressaltar que, se pressionado, o Irã "se defenderá e responderá como nunca antes". A postura reflete uma rejeição clara a negociações sob ameaça.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, já havia se pronunciado, desmentindo alegações de Trump sobre supostos contatos iranianos com Washington. "Conduzir a diplomacia por meio de ameaças militares não pode ser eficaz nem útil", disse Araghchi. "Se eles querem que as negociações avancem, certamente precisam deixar de lado ameaças, exigências excessivas e a colocação de questões ilógicas".

Contexto de crise e protestos internos

A escalada ocorre em um cenário de crise prolongada entre os dois países, agravada pela repressão do governo iraniano a protestos massivos que tomaram o país desde o início do ano. Essas manifestações, motivadas pelo colapso da moeda local (rial) e uma grave crise inflacionária, resultaram em mais de 6 mil mortes, representando a maior ameaça ao regime dos aiatolás desde 1979.

Durante o auge dos protestos, Trump havia ameaçado intervir militarmente em apoio aos manifestantes, alegando que ajuda estava "a caminho". Embora as tensões tenham diminuído após o governo iraniano recuar em planos de execução de presos, a situação permanece volátil. Na semana passada, o presidente americano já havia mencionado o envio de navios de guerra "por precaução", indicando que acompanhava de perto os desenvolvimentos.

Agora, com a declaração explícita sobre a frota e o ultimato temporal, a pressão internacional atinge um novo patamar, colocando o mundo em alerta para possíveis desdobramentos militares ou diplomáticos nos próximos dias.