Ataque dos EUA à Venezuela: explosões em Caracas e pânico por suprimentos
Ataque dos EUA à Venezuela causa explosões e corrida por comida

Um ataque militar em larga escala realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado, 3 de janeiro de 2026, desencadeou uma série de explosões em Caracas e provocou uma corrida da população por alimentos e outros itens essenciais. A ação foi confirmada pelo presidente americano, Donald Trump, em suas redes sociais, onde também afirmou que o líder venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado.

Detalhes do ataque e cenas de pânico na capital

Segundo informações da agência Associated Press, pelo menos sete explosões foram ouvidas na capital venezuelana em um intervalo de aproximadamente 30 minutos. Um dos alvos atingidos foi o Fuerte Tiuna, o maior complexo militar do país, que ficou em chamas após os ataques.

O clima em Caracas rapidamente se transformou em pânico. Francisco Rodriguez, um morador de Curitiba que estava de visita ao interior da Venezuela para o Natal, relatou a situação através de familiares. "As pessoas estão comprando comida, estão com esse medo de falta de comida, falta de energia elétrica, falta de internet...", contou ele. Apesar do susto inicial, Francisco afirmou que, posteriormente, "todo o processo está mais controlado, está mais tranquilo".

Repercussão entre venezuelanos que vivem no Paraná

A notícia do ataque gerou forte apreensão entre a comunidade de migrantes venezuelanos que reside no Brasil, especialmente no Paraná. O estado é o terceiro com maior população venezuelana no país, e Curitiba é a cidade brasileira que mais recebeu venezuelanos por meio da Operação Acolhida – 8.930 pessoas entre abril de 2018 e novembro de 2025.

Alexandre Figueroa, venezuelano que mora em Maringá, no norte do Paraná, descreveu um sentimento de ansiedade profunda. "Extremamente ansioso, sobretudo eu acho que essa é a palavra: ansiedade, porque queremos ver que acabou tudo, mas aparentemente ainda está tudo acontecendo", desabafou. Ele expressou o desejo comum por um "final feliz" para a crise, mas a incerteza sobre novos ataques pesa sobre os que acompanham a distância.

Condenações internacionais e apoio

O ataque já começou a gerar reações internacionais. Países como Colômbia, Irã e Rússia condenaram a ação militar estadunidense. Em contrapartida, o presidente argentino Javier Milei manifestou apoio à operação. A captura de Maduro, conforme anunciada por Trump, ainda aguarda confirmações independentes e detalhes sobre as circunstâncias.

A situação na Venezuela segue tensa e em desenvolvimento, com o mundo acompanhando os desdobramentos de uma intervenção militar que altera drasticamente o cenário político e humanitário no país.