Detento da Bahia atinge 880 pontos na redação do Enem PPL e se destaca em programa de ressocialização
Detento da Bahia alcança 880 pontos no Enem para privados de liberdade

Detento do sistema prisional da Bahia conquista 880 pontos na redação do Enem para Pessoas Privadas de Liberdade

Um interno do Conjunto Penal de Barreiras, localizado no oeste do estado da Bahia, alcançou a impressionante nota de 880 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL). A informação foi oficialmente confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), que destacou o feito como um marco no processo de reeducação dentro do sistema prisional.

Programa educacional é fundamental para o desempenho excepcional

O detento, identificado pelas iniciais S.F.B.C, participa ativamente das atividades de ressocialização oferecidas pelo programa Universidade Para Todos (UPT), uma iniciativa conjunta da Seap e da Secretaria de Educação do Estado (SEC). Em comunicado oficial, a Seap ressaltou que o desempenho do aluno chamou a atenção devido ao seu elevado domínio da escrita, capacidade argumentativa avançada e compreensão profunda dos temas propostos no exame.

Resultados positivos se estendem por todo o estado da Bahia

Além do caso notável em Barreiras, a Bahia registrou outros oito participantes do Enem PPL com notas iguais ou superiores a 800 pontos na redação. Adicionalmente, 60 internos de diversas unidades prisionais do estado conseguiram alcançar pontuações acima de 650, demonstrando um impacto significativo dos programas educacionais implementados.

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização atribui esses resultados a um trabalho integrado que envolve:

  • A gestão prisional comprometida com a educação
  • Professores dedicados e qualificados
  • Parceiros institucionais que apoiam a iniciativa
  • A própria dedicação e esforço dos internos participantes

Essa conquista reforça a importância de investir em educação como ferramenta de transformação social, mesmo em contextos desafiadores como o sistema prisional. O caso do detento baiano serve como exemplo inspirador de como o acesso ao conhecimento pode abrir portas para a ressocialização e oferecer novas perspectivas de futuro.