Associação Brasileira de Bioinovação anuncia nova diretoria com foco em metas ambientais
A Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) divulgou recentemente a composição de seu novo conselho diretor, marcando um momento estratégico para o setor no país. A entidade, que reúne empresas com faturamento superior a 400 bilhões de reais e gera mais de 200.000 empregos diretos, elegeu Deia Vilela como presidente e Miguel Sieh como vice-presidente.
Perfis dos novos líderes e desafios imediatos
Deia Vilela, que atua como vice-presidente da IFF Health & Biosciences para a América Latina, traz uma vasta experiência em negócios e inovação. Já Miguel Sieh, diretor de Novos Negócios da Suzano, contribui com conhecimentos em sustentabilidade e expansão industrial. A ABBI, como membro titular da Comissão Nacional de Bioeconomia (CNBio), tem como prioridade temas como bioeconomia, inovação e propriedade intelectual.
Segundo comunicado da associação, o primeiro grande desafio da nova diretoria será conduzir discussões sobre a implementação das metas de descarbonização e a expansão da bioeconomia no Brasil. Isso inclui a definição de instrumentos de financiamento à inovação, atualmente em debate no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio).
Agenda prioritária e impactos esperados
Além das metas de descarbonização, a ABBI destacou outros temas cruciais em sua agenda:
- Regulamentação do Mercado Regulado de Carbono, visando criar um ambiente mais seguro para investimentos sustentáveis.
- Discussões sobre o Marco Regulatório dos Bioinsumos, essencial para o avanço da agricultura e indústrias verdes.
- Proteção de patentes e gestão da propriedade intelectual, fundamentais para incentivar a pesquisa e o desenvolvimento no setor.
Com 24 associadas atualmente, a ABBI representa um segmento econômico significativo, com potencial para impulsionar a transição para uma economia mais sustentável e inovadora no Brasil. A nova liderança promete focar em políticas que alinhem crescimento econômico com responsabilidade ambiental, reforçando o papel do país na bioeconomia global.