Santa Casa de Cuiabá recebe nova oferta de compra por R$ 40 milhões, mas valor está 48,8% abaixo do mínimo
Nova oferta por Santa Casa de Cuiabá fica 48,8% abaixo do valor mínimo

Santa Casa de Cuiabá recebe nova proposta de compra por R$ 40 milhões, mas valor permanece abaixo do mínimo estabelecido

A Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá recebeu uma nova oferta de compra no valor de R$ 40 milhões, apresentada pelo Instituto Evangelístico São Marcos, sediado em São Paulo. No entanto, essa proposta ainda se mantém significativamente abaixo do valor mínimo estipulado para a transação, que é de R$ 78,2 milhões, representando uma diferença de aproximadamente 48,8%.

Crise financeira e risco de encerramento das atividades

A venda do hospital está sendo conduzida devido a uma grave crise financeira que ameaça o fechamento definitivo das atividades da instituição. O Instituto Evangelístico São Marcos propôs pagar o valor total em doze parcelas mensais de R$ 500 mil, totalizando os R$ 40 milhões oferecidos.

Vale destacar que o valor de mercado do imóvel da Santa Casa foi originalmente avaliado em R$ 78,2 milhões, mas, ao longo dos processos de licitação, houve uma redução progressiva nas ofertas apresentadas. Anteriormente, o Instituto São Lucas, mantenedor do Hospital Hilda Strenger Ribeiro, também fez uma proposta que igualmente ficou 48,8% abaixo do valor real do patrimônio.

Contexto judicial e falta de interessados

Em setembro de 2025, a Justiça do Trabalho determinou a intimação da comissão de credores da Santa Casa, após o encerramento do prazo para envio de propostas de compra do prédio sem que houvesse interessados. A venda do imóvel foi ordenada pela Justiça do Trabalho como uma medida para quitar dívidas trabalhistas acumuladas pela instituição ao longo do tempo.

Inicialmente, o valor mínimo estabelecido para a alienação do hospital era de R$ 54,7 milhões, mas, diante da ausência de propostas, o Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT) chegou a ofertar o prédio por R$ 39,1 milhões, evidenciando a dificuldade em atrair compradores dispostos a pagar o valor justo.

Essa situação coloca em risco não apenas a continuidade das operações da Santa Casa, mas também a sustentabilidade financeira de uma instituição histórica e essencial para a comunidade cuiabana. A falta de propostas adequadas reflete os desafios econômicos enfrentados pelo setor hospitalar e a urgência em encontrar uma solução que preserve os serviços de saúde oferecidos à população.