Menino equatoriano de 5 anos é libertado após detenção polêmica nos EUA
Menino de 5 anos libertado após detenção nos EUA

Menino equatoriano de 5 anos é libertado após detenção polêmica nos EUA

Liam Conejo Ramos, o menino equatoriano de apenas 5 anos cuja detenção por agentes de imigração do governo Trump gerou revolta internacional, finalmente retornou para casa em Minneapolis no último domingo, 1º de fevereiro de 2026. As imagens compartilhadas pelo deputado democrata Joaquín Castro, que auxiliou em sua soltura, mostram Liam sorridente e brincando em seu lar, um cenário completamente diferente do estado emocional deprimido e triste registrado durante seu período de detenção.

Detenção traumática e libertação

Liam e seu pai, Adrián Conejo Arias, foram detidos por agentes do Serviço de Imigração e Fronteiras dos Estados Unidos no dia 20 de janeiro de 2026, quando saíam de casa para ir à escola do garoto em um subúrbio de Minneapolis. Apesar de terem entrado legalmente no país como requerentes de asilo, foram levados para um centro de detenção em Dilley, no Texas, a mais de 1.500 quilômetros de distância de sua residência.

Moradores registraram a cena da detenção, que rapidamente se espalhou pelo mundo, gerando uma onda de indignação e protestos na cidade contra a presença dos agentes de imigração. As ações em Minneapolis e Saint Paul ocorreram em meio a confrontos intensos que resultaram na morte de dois cidadãos norte-americanos por disparos de agentes federais.

Decisão judicial histórica

No sábado, 30 de janeiro, a Justiça dos Estados Unidos determinou a libertação de Liam e seu pai. O juiz federal Fred Biery, em uma decisão contundente, criticou severamente a atuação dos agentes do ICE, mencionando o risco de trauma causado às crianças.

“O caso tem sua origem na busca mal concebida e implementada de forma incompetente pelo governo por metas diárias de deportação, aparentemente mesmo que isso exija traumatizar crianças”, escreveu o magistrado em sua decisão. Ele ainda complementou que, embora os requerentes possam eventualmente retornar ao seu país de origem, isso deveria ocorrer por meio de uma política mais ordenada e humana do que a atualmente em vigor.

Retorno ao lar e reações

Após a decisão judicial, o deputado Joaquín Castro buscou pessoalmente Liam e seu pai no centro de detenção no Texas e os acompanhou de volta a Minnesota. Nas redes sociais, Castro agradeceu a todos que exigiram a libertação do menino e afirmou: “Não vamos parar até que todas as crianças e suas famílias estejam em casa”.

As fotos divulgadas mostram Liam em momentos de descontração em sua casa em Minneapolis. Em uma imagem, ele aparece sentado no sofá ao lado de um boneco de pelúcia do Pikachu; em outra, veste o famoso gorro azul que usava quando foi preso, agora em um contexto completamente diferente.

Contexto da operação migratória

A detenção de Liam ocorreu durante uma ampla operação de fiscalização migratória em Minnesota ordenada pelo governo de Donald Trump. Além do menino equatoriano, que segundo autoridades locais foi utilizado como “isca” para a prisão de seus pais, outros três estudantes do mesmo distrito escolar também foram detidos pelo ICE.

O caso de Liam Conejo Ramos se tornou um símbolo dos debates sobre imigração e direitos humanos nos Estados Unidos, levantando questões importantes sobre o tratamento dado a crianças e famílias em processos migratórios. A libertação do menino, embora celebrada, deixa um alerta sobre as práticas adotadas em operações de imigração e seu impacto sobre os mais vulneráveis.