Gasolina sobe no Ceará mesmo com redução da Petrobras; Fortaleza tem alta de R$ 0,30
Gasolina sobe no Ceará apesar de corte da Petrobras

Gasolina tem alta no Ceará mesmo após redução da Petrobras

O preço médio da gasolina comum vendida no estado do Ceará apresentou um aumento significativo na última semana, subindo R$ 0,22. De acordo com o Levantamento de Preços de Combustíveis da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado neste sábado (31), o valor médio no período entre 25 e 31 de janeiro foi de R$ 6,47 por litro.

Contradição entre redução nacional e alta local

Esse aumento ocorreu na mesma semana em que a Petrobras anunciou uma redução no preço do combustível para as distribuidoras. Na terça-feira (27), a estatal reduziu o valor da gasolina em R$ 0,14 por litro, uma medida que, em tese, deveria refletir em quedas nos postos de combustível. No entanto, os dados da ANP mostram uma realidade diferente no Ceará, onde o preço médio na semana anterior, entre 18 e 24 de janeiro, era de R$ 6,25.

Pesquisa abrange 118 postos no estado

A pesquisa da ANP consultou 118 postos de combustível em todo o Ceará, revelando uma ampla variação nos preços praticados. O valor mais alto da gasolina comum encontrado foi de R$ 6,77 por litro, enquanto o mais baixo registrado ficou em R$ 5,09. Essa disparidade destaca as diferenças regionais e a dinâmica de mercado que influencia os preços finais ao consumidor.

Fortaleza registra aumento ainda maior

Na capital cearense, Fortaleza, o aumento no preço da gasolina foi ainda mais expressivo. O levantamento da ANP apontou que o preço médio do combustível na cidade chegou a R$ 6,52 na última semana, representando uma alta de R$ 0,30 em relação à semana anterior, quando o valor era de R$ 6,22.

A pesquisa em Fortaleza foi realizada em 45 postos, com o valor mais alto encontrado sendo de R$ 6,69 e o mais baixo de R$ 6,39. Esse cenário reforça a tendência de alta observada no estado, mesmo diante das medidas de redução de preços implementadas pela Petrobras em nível nacional.

Essa situação levanta questões sobre a eficácia das políticas de preços da estatal e a transparência na formação dos valores finais pagos pelos consumidores, especialmente em regiões como o Ceará, onde os aumentos contrariam as expectativas de queda.