Coreia do Sul se compromete a cumprir acordo comercial após ameaça de tarifas de Trump
Coreia do Sul aceita acordo comercial após ameaça de tarifas de Trump

Coreia do Sul se compromete a cumprir acordo comercial após ameaça de tarifas de Trump

Nesta terça-feira, o governo da Coreia do Sul informou que pretende comunicar aos Estados Unidos sua disposição de cumprir o acordo comercial firmado em novembro. A decisão ocorre após o presidente americano, Donald Trump, anunciar a intenção de elevar tarifas sobre veículos sul-coreanos e outros setores, citando atrasos na implementação do pacto bilateral.

Resposta serena e gradual do governo sul-coreano

Em comunicado oficial, o gabinete presidencial da Coreia do Sul afirmou que, como o aumento das tarifas só passa a valer após etapas administrativas, como a publicação no Registro Federal, o governo planeja informar às autoridades americanas sua vontade de honrar o acordo tarifário. A nota acrescentou que a resposta será serena e gradual, refletindo uma abordagem diplomática cuidadosa diante das tensões comerciais.

Detalhes da ameaça tarifária de Trump

A manifestação sul-coreana ocorreu após Trump publicar na Truth Social que pretende aumentar de 15% para 25% as tarifas sobre automóveis, madeira, produtos farmacêuticos e todos os demais produtos sujeitos a tarifas recíprocas. Ele não indicou quando a medida entraria em vigor, gerando incertezas no mercado internacional.

Avaliação e ações do Ministério da Economia sul-coreano

O Ministério da Economia e das Finanças da Coreia do Sul informou à imprensa local que está avaliando as intenções do presidente americano ao anunciar uma nova elevação tarifária. Embora o gabinete presidencial tenha dito anteriormente não ter recebido notificação oficial de Washington, o ministério afirmou que entrará em contato com o governo dos EUA para atualizar o andamento das discussões no Parlamento sul-coreano e pedir cooperação legislativa para a tramitação do projeto.

Contexto do acordo e investimentos bilaterais

Apresentado em novembro, o projeto de lei busca dar suporte ao compromisso de investimento de US$ 350 bilhões da Coreia do Sul nos Estados Unidos, parte do acordo que estabeleceu uma tarifa básica de 15% para os setores envolvidos. A próxima sessão parlamentar para analisar propostas está marcada para a próxima terça-feira, com analistas sugerindo que o anúncio de Trump pode ter como objetivo acelerar a aprovação do projeto no Parlamento sul-coreano.

Diplomacia e reações do mercado financeiro

O Ministério do Comércio sul-coreano informou que acompanha de perto a situação. Segundo a agência Yonhap, o negociador-chefe do país planeja viajar em breve aos Estados Unidos para tratar do tema com o representante comercial americano, Jamieson Greer. Já o ministro da Indústria, Comércio e Energia, Kim Jung-kwan, que está no Canadá, também deve seguir para os EUA para conversar com o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

No mercado financeiro, cerca de três horas e meia após a abertura da Bolsa de Seul, ações das montadoras Hyundai Motor e Kia registravam queda, assim como papéis de grandes empresas biofarmacêuticas, como Samsung Biologics e Celltrion, em aparente reação ao anúncio do presidente americano.

Análise de especialistas e contexto internacional

Analistas apontam que o anúncio de Trump pode ter como objetivo acelerar a aprovação do projeto no Parlamento sul-coreano, antes de uma decisão iminente da Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade das tarifas recíprocas adotadas pela atual administração. Enquanto isso, em Pequim, Xi Jinping reafirmou apoio à ONU e criticou iniciativas rivais dos EUA, destacando as complexidades geopolíticas em jogo.