O famoso "Caso ET de Varginha", que completou 30 anos, continua a gerar relatos intrigantes, incluindo o de Terezinha Galo Clepf, uma moradora já falecida que afirmou ter visto uma criatura estranha nas dependências do zoológico da cidade mineira. Este episódio ocorreu em 21 de abril de 1996, três meses após o avistamento inicial por três garotas, e se tornou um dos mais comentados na história ufológica local.
O relato de Terezinha Clepf no zoológico
Terezinha Clepf, que tinha 67 anos na época e vivia em Varginha há mais de quatro décadas, participava de uma confraternização no restaurante do zoológico, localizado no bairro Paiquerê. Segundo depoimentos gravados, ela saiu para a varanda para fumar e, nesse momento, avistou uma criatura de aparência incomum. Em entrevista da época, ela descreveu: "Eu não vou afirmar que vi o ET. Eu tinha saído no alpendre pra fumar. E eu vi uma coisa muito feia. Os olhos vermelhos, grandes, esbugalhados. A cor dele era marrom escuro. Animal não era. Isso eu tenho certeza".
Relembranças do filho e detalhes do avistamento
Marcos Clepf Filho, filho de Terezinha, conta que a mãe ficou profundamente abalada após o episódio. Ele relata que, por volta das 21 horas, ela saiu para fumar e, a cerca de três metros de distância, em um local de difícil acesso, viu a criatura. "Ela deu pra ver perfeitamente que era um ser com algumas saliências na testa, três saliências, parecia que ele estava com capacete, os olhos bem vermelhos, grandes, esbugalhados. Ela entrou em pânico, travou, e os dois ficaram um olhando para o outro", descreveu Marcos. Após o ocorrido, Terezinha deixou o local em estado de choque, tremendo e precisando de calmantes.
Análise do local e contexto do zoológico
O veterinário Marcos Mina, que trabalhou no zoológico por quase 30 anos, destacou a estranheza da posição da criatura. Ele afirmou que o local é estreito e elevado, sugerindo que a criatura teria que flutuar ou ser muito grande para estar ali. "Essa criatura só podia estar flutuando ou ser muito grande, porque a beirada onde ela estaria é muito estreita. Ela teria que ser uma criatura de poderes grandes para pular e subir ali", explicou. Além disso, o caso ganhou repercussão na época devido a mortes de animais no zoológico meses antes, como jaguatirica, veado e anta, cujas causas nunca foram definitivamente esclarecidas, alimentando especulações sobre uma possível conexão com o avistamento.
O legado e a série documental
Com a marca dos 30 anos do caso, a EPTV exibe uma série especial com trechos inéditos do documentário "O Mistério de Varginha", disponível no Globoplay. A produção, uma coprodução entre Estúdios Globo e EPTV, revisita os eventos que projetaram Varginha internacionalmente, incluindo depoimentos de personagens centrais como o ufólogo Ubirajara Rodrigues, que mudou sua posição ao longo dos anos, e as "três meninas do ET". A série aborda diferentes versões e confronta relatos, com direção de Ricardo Calil e Paulo Gonçalves.
Impacto pessoal e evitando o assunto
Marcos Clepf Filho revela que sua mãe evitava falar sobre o episódio para não criar constrangimento, já que muitas pessoas podiam tratar a história como brincadeira. "Eu evitava comentar para não criar constrangimento, porque você não sabia se a pessoa estava a fim de ouvir uma história verdadeira ou de brincadeira", relatou. Ele também menciona que Terezinha nunca teve contato com as três meninas do primeiro avistamento, e que relembrar o caso ainda o emociona, trazendo memórias vívidas de sua mãe.
O "Caso ET de Varginha" permanece como um dos fenômenos ufológicos mais debatidos no Brasil, com relatos como o de Terezinha Clepf acrescentando camadas de mistério e curiosidade à narrativa que já dura três décadas.