Viúvo de Brigitte Bardot revela sofrimento da atriz com câncer antes da morte
Últimos dias de Brigitte Bardot: viúvo revela calvário

O mundo do cinema e do ativismo animal perdeu uma de suas figuras mais icônicas e controversas no final de 2025. Brigitte Bardot, a eterna musa francesa, faleceu no dia 28 de dezembro, aos 91 anos, vítima de um câncer. A confirmação da causa da morte e os detalhes sobre seus últimos dias de vida foram revelados pelo seu marido, Bernard d'Ormale, em uma entrevista emocionante concedida à revista Paris Match.

O adeus em Saint-Tropez

A entrevista que trouxe à tona a batalha silenciosa da atriz foi publicada na quarta-feira, 7 de janeiro de 2026. Na mesma data, ocorreram o velório e o sepultamento de Brigitte Bardot em Saint-Tropez, no sul da França, cidade com a qual ela mantinha uma profunda ligação. D'Ormale escolheu a tradicional publicação francesa para compartilhar com o público os momentos finais de sua esposa, que insistiu em passar seus últimos dias no conforto do lar, longe dos hospitais.

O viúvo não especificou o tipo de câncer que afetou a estrela, mas contou que Bardot havia enfrentado a doença com coragem. Ela passou por duas cirurgias no ano de 2025 e lidou bem com os procedimentos. No entanto, no mês de dezembro, a situação mudou. "Ela se entregou à doença no mês passado", revelou d'Ormale, descrevendo um período de intenso sofrimento físico.

O sofrimento físico e a preocupação com os animais

Bernard d'Ormale pintou um quadro comovente e triste dos últimos momentos da atriz. Ele relatou que, em meio à dor, Brigitte Bardot chegou a expressar seu cansaço e seu desejo de partir. "Em momentos de sofrimento físico, ela chegou a dizer que estava farta e queria ir embora", disse o marido.

Apesar do desconforto e de ter ficado acamada, a consciência e a paixão que marcaram sua vida permaneceram intactas até o fim. Bardot manteve sua preocupação com o bem-estar dos animais, causa pela qual se tornou uma ativista feroz nas últimas décadas. "Ela sentia desconforto físico, estava acamada. Mas permaneceu consciente e preocupada com os animais até o fim", afirmou d'Ormale.

O legado entre a musa e a polêmica

A morte de Brigitte Bardot encerra a trajetória de uma das personalidades mais complexas da cultura francesa. Descoberta muito jovem, ela se tornou um símbolo sexual e uma estrela de cinema mundial nos anos 1950 e 1960, com filmes que marcaram época, como "E Deus Criou a Mulher".

No entanto, sua vida após as câmeras foi igualmente intensa e dividiu opiniões. Ela dedicou grande parte de sua energia e recursos à fundação que leva seu nome, lutando incansavelmente pelos direitos dos animais. Paralelamente, sua imagem pública foi manchada por uma série de declarações e condenações judiciais por comentários considerados xenofóbicos e racistas, que a colocaram em conflito constante com a mídia e parte da opinião pública.

Seu legado, portanto, é duplo: o de uma artista que capturou o espírito de uma era e o de uma ativista cujos métodos e falas foram amplamente criticados. A revelação de seu calvário final por seu companheiro mais próximo adiciona uma camada de humanidade e vulnerabilidade à figura pública, lembrando a todos da pessoa por trás do mito. Brigitte Bardot deixa para trás uma história indelével no cinema e um debate permanente sobre os limites do ativismo e da liberdade de expressão.