Primeira restauração em 30 anos da Capela Sistina promete revitalizar 'Juízo Final' de Michelangelo
Restauração da Capela Sistina renova afresco de Michelangelo após 30 anos

Primeira restauração em 30 anos da Capela Sistina promete revitalizar 'Juízo Final' de Michelangelo

Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, teve início um marco histórico na preservação artística mundial: o processo de manutenção do afresco Juízo Final, obra-prima renascentista de Michelangelo, localizada na Capela Sistina do Vaticano. Esta é a primeira intervenção de restauração realizada na pintura em três décadas, anunciada oficialmente em julho do ano passado, com o objetivo de devolver o esplendor original à representação da Segunda Vinda de Jesus.

Detalhes da intervenção e impacto na obra

O foco principal da restauração, conforme explicou Paolo Violini, chefe da equipe responsável, é a limpeza minuciosa de resíduos acumulados ao longo do tempo. Essas partículas têm atenuado os contrastes de claro-escuro e uniformizado as cores vibrantes idealizadas por Michelangelo, comprometendo a qualidade visual da obra. O Vaticano divulgou em comunicado que "a nova intervenção permitirá a remoção desses resíduos e a consequente recuperação da qualidade cromática e luminosa desejada por Michelangelo".

Duração e logística para visitantes

A intervenção de limpeza está programada para durar três meses, durante os quais a Capela Sistina permanecerá aberta ao público. No entanto, o afresco do Juízo Final ficará coberto por andaimes para permitir os trabalhos. Para garantir a experiência dos visitantes, o Vaticano disponibilizará uma reprodução em alta definição da obra, além de acesso a outros afrescos clássicos, como A Criação de Adão, também de autoria de Michelangelo.

Metodologia e escopo dos trabalhos

As operações de restauração serão realizadas com extrema precisão, principalmente no período noturno, utilizando plataformas móveis. Além do Juízo Final, a equipe também limpará as paredes adjacentes, incluindo as lunetas de Michelangelo em formato de meia-lua e as partes superiores das paredes da Capela. Essa abordagem abrangente visa preservar a integridade artística de todo o espaço sagrado.

Este projeto reforça o compromisso contínuo do Vaticano com a conservação do patrimônio cultural, assegurando que futuras gerações possam apreciar a grandiosidade da arte renascentista em seu estado mais próximo do original.