Documentário sobre Melania Trump supera expectativas e arrecada US$ 7 milhões em estreia nos EUA
O aguardado documentário "Melania", que retrata a vida da ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, estreou com uma arrecadação impressionante de US$ 7 milhões em ingressos nos cinemas norte-americanos. As estimativas divulgadas neste domingo (1º) revelam um desempenho acima das projeções iniciais, que variavam entre US$ 3 milhões e US$ 5 milhões, consolidando o filme como um sucesso dentro do gênero documental.
Investimento recorde e estratégia de lançamento diferenciada
O lançamento de "Melania" foi marcado por um investimento sem precedentes. A Amazon MGM Studios desembolsou US$ 40 milhões pelos direitos do filme, além de aproximadamente US$ 35 milhões em campanhas de marketing, totalizando um custo de produção que o torna o documentário mais caro já realizado. Dirigido por Brett Ratner, que retorna a Hollywood após um afastamento desde 2017, o filme estreou em 1.778 salas de cinema em todo o território norte-americano.
Contexto político e reações mistas da crítica
A estreia ocorreu em meio ao turbulento segundo mandato do presidente Donald Trump, que descreveu a produção como "imperdível". O documentário acompanha Melania Trump durante 20 dias em janeiro do ano passado, culminando na posse do segundo mandato de seu marido. Apesar do investimento elevado, que poderia ser considerado um fracasso para a maioria dos filmes, "Melania" estabeleceu um novo marco para documentários, registrando a melhor estreia do gênero em 14 anos, excluindo filmes de shows.
As críticas profissionais, no entanto, foram predominantemente negativas. Xan Brooks, do jornal britânico "The Guardian", comparou o filme a um "tributo medieval para apaziguar um rei ganancioso em seu trono". Já Owen Gleiberman, da "Variety", classificou a produção como um "infomercial cafona de inércia impressionante". Em contraste, o público que assistiu ao documentário no fim de semana reagiu de forma muito mais positiva, atribuindo uma nota "A" no CinemaScore.
Perfil do público e eventos de lançamento exclusivos
A maioria dos espectadores era composta por pessoas com 55 anos ou mais (72%), mulheres (72%) e brancas (75%). O filme teve melhor desempenho no sul dos Estados Unidos, especialmente em estados como Flórida e Texas. Antes da estreia, eventos exclusivos marcaram o lançamento, incluindo uma pré-estreia de gala na Casa Branca, com a presença de figuras como o CEO da Amazon, Andy Jassy, o CEO da Apple, Tim Cook, e o ex-boxeador Mike Tyson.
Na quinta-feira (29), Donald Trump recebeu convidados para a estreia no Kennedy Center, com a participação de ministros e parlamentares. Durante o evento, o diretor Brett Ratner minimizou as expectativas de bilheteria, afirmando: "Não dá para esperar que um documentário vá bem nos cinemas". Apesar disso, o filme superou as projeções e se destacou no ranking de bilheteria.
Retorno polêmico de Brett Ratner e lançamento internacional
"Melania" marca o retorno de Brett Ratner à direção após ele ter sido acusado de má conduta sexual em 2017. Várias mulheres, incluindo a atriz Olivia Munn, acusaram o diretor de assédio e abuso sexual, alegações que Ratner nega veementemente. O documentário também foi lançado no Brasil e em outros países, com planos de ser disponibilizado na plataforma de streaming Prime Video após a exibição nos cinemas.
No fim de semana, o filme que liderou a bilheteria foi o suspense de sobrevivência "Socorro!", dirigido por Sam Raimi e estrelado por Rachel McAdams e Dylan O’Brien, que arrecadou US$ 20 milhões. Ainda assim, a curiosidade em torno do desempenho de "Melania" dominou as atenções, especialmente considerando o contexto político e o investimento massivo envolvido.