Documentário sobre Melania Trump estreia no Brasil com polêmicas e baixa bilheteria
Documentário de Melania Trump estreia com polêmicas e vandalismo

Documentário sobre Melania Trump estreia no Brasil com polêmicas e baixa bilheteria

O polêmico documentário sobre a primeira-dama americana, Melania Trump, chega aos cinemas do Brasil, Estados Unidos e outros países nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, gerando controvérsias que vão além das telas. Produzido a contragosto de opositores do presidente republicano Donald Trump, o filme enfrenta uma série de desafios, incluindo vandalismo em cartazes, vendas baixas e o contexto de instabilidade nacional causada por tensões em Minneapolis.

Cartazes vandalizados e reações públicas

Espalhados por locais públicos como pontos de ônibus e estações de metrô, os pôsteres promocionais do documentário se tornaram alvo de vândalos. Em diversas cidades, caricaturas foram desenhadas sobre o rosto de Melania Trump, acompanhadas de ofensas direcionadas à gestão de Donald Trump. Um dos ataques mais notáveis incluiu a adição de um bigode reminiscente de Adolf Hitler, associando a primeira-dama a figuras históricas controversas, enquanto outras mensagens acusam Trump de pedofilia e mencionam os arquivos do criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Devido ao alto nível de vandalismo, a Autoridade Metropolitana de Transportes de Los Angeles (LA Metro) decidiu retirar de circulação ônibus que estampavam anúncios do documentário. Essa reação pública negativa reflete a divisão política nos Estados Unidos e impacta a campanha de marketing do filme.

Bilheteria fraca e questões financeiras

Adquirido pelo estúdio Amazon MGM por 40 milhões de dólares, com uma campanha publicitária adicional de 35 milhões, o documentário Melania tem previsão de arrecadar apenas entre 1 e 5 milhões de dólares em seu primeiro final de semana. Em comparação, o documentário político mais rentável da história, Fahrenheit 11 de Setembro (2004), arrecadou 23,9 milhões de dólares em seus primeiros dias, valor que, ajustado à inflação, equivale a 41 milhões atualmente.

Segundo reportagens do jornal The Guardian, Melania Trump recebeu 30 milhões de dólares pelo projeto, um pagamento legal, pois ela não é uma funcionária pública. No entanto, críticos apontam um possível conflito de interesse, já que a Amazon MGM mantém múltiplos contratos com o governo americano, levantando questões sobre a ética do financiamento.

Contexto de protestos em Minneapolis

Além das controvérsias previstas, o lançamento do documentário coincide com um escândalo nacional em Minneapolis. Desde 8 de janeiro, protestos contra o ICE (Serviço de Imigração e Controle Alfandegário) têm ocorrido após a morte da cidadã Renee Nicole Gold, de 37 anos, por um agente do serviço. A situação se agravou duas semanas depois, com a morte do enfermeiro Alex Pretti, também baleado por funcionários do Estado.

No mesmo dia desses incidentes, um pequeno grupo de executivos assistiu ao documentário Melania junto com o presidente na Casa Branca. Essa dissonância entre tragédia e resposta oficial gerou uma nova crise de imagem para o governo americano, enquanto Donald Trump defende a importância do filme e afirma que os ingressos estão sendo vendidos rapidamente.

Sinopse e detalhes do documentário

De acordo com a sinopse oficial, o documentário Melania oferece um olhar sem precedentes dos bastidores da vida da primeira-dama, cobrindo desde a transição para a Casa Branca e a organização de sua equipe até momentos familiares e reuniões importantes. Nascida em Novo Mesto, na Eslovênia, Melania Trump tem 55 anos e conheceu Donald Trump em 1999, quando trabalhava como modelo. O casal se casou em 2005 e teve seu único filho, Barron Trump, no ano seguinte.

O lançamento do filme continua a gerar debates sobre cultura, política e entretenimento, destacando como produções cinematográficas podem se tornar focos de conflito em tempos de polarização.