A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga um caso de feminicídio seguido de suicídio ocorrido na última sexta-feira (16), na aldeia Damakue, em Bela Vista. Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo próprio marido, João Fernando Viegas, de 51 anos. Após o crime, o homem tirou a própria vida.
Detalhes do crime e cena investigada
Conforme informações da Polícia Militar, uma equipe foi acionada para verificar uma possível ocorrência de homicídio. No local, os policiais encontraram os dois corpos já sem vida. Ao lado dos corpos havia uma espingarda, que teria sido utilizada nos disparos.
O delegado responsável pelas investigações, Renato Lima Fazza, afirmou que os primeiros levantamentos indicam que o casal teve uma discussão. João Fernando teria atirado contra a esposa, causando sua morte imediata no local, e, em seguida, voltado a arma contra a própria cabeça.
Dentro da residência, os peritos encontraram sinais claros de luta corporal, o que reforça a tese de que houve um conflito físico entre o casal antes dos disparos fatais.
Histórico de violência e apreensão de armas
Durante a perícia no local, os investigadores apreenderam um arsenal. Além da espingarda, foram recolhidas uma arma artesanal, duas armas longas e um revólver. Todos os itens serão submetidos a exame pericial.
Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que o casal tinha um histórico conhecido de brigas e episódios de violência doméstica. No entanto, não havia registros formais desse histórico nem pedidos de medidas protetivas junto às autoridades.
Investigado como feminicídio
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar todas as circunstâncias do caso. Os corpos de Josefa e João foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) para realização de exame necroscópico.
O delegado Renato Lima Fazza confirmou que o caso está sendo tratado como feminicídio, crime previsto no código penal para o assassinato de uma mulher em contexto de violência doméstica ou por razões de gênero.
A tragédia ocorrida na aldeia Damakue reacende o alerta para a violência contra a mulher, especialmente em contextos onde agressões anteriores não são formalmente denunciadas, dificultando a ação preventiva do Estado.