Turista agride companheira e a joga de moto aquática no litoral paulista
Um homem de 48 anos foi notificado pela Marinha do Brasil após agredir sua companheira e derrubá-la de uma moto aquática na Praia de Guaratuba, em Bertioga, no litoral de São Paulo. O caso, que ocorreu no último domingo (29), envolve tanto uma infração administrativa por tráfego em área proibida quanto uma investigação criminal por violência doméstica.
Notificação da Marinha por infração de tráfego
A Capitania dos Portos de São Paulo (CP-SP) emitiu uma notificação ao turista por trafegar com a moto aquática a menos de 200 metros da linha de base, uma área reservada exclusivamente para banhistas. O homem, que é habilitado e alugou o veículo para o passeio, tem oito dias úteis para apresentar sua defesa. Conforme o Regulamento da Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário, ele está sujeito a uma multa que pode variar de R$ 40 a R$ 1,6 mil ou à suspensão de sua habilitação por um período de 60 dias.
Investigação criminal por agressão
Paralelamente, a Polícia Civil de São Paulo vai instaurar um inquérito para apurar as agressões sofridas pela mulher. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado, o casal, que reside na capital paulista, estava envolvido em uma discussão quando o homem derrubou a vítima na água. A mulher relatou à Guarda Civil Municipal (GCM) que o companheiro também tentou enforcá-la e fez ameaças após o incidente.
Após ser atendida, a vítima solicitou uma viagem por aplicativo e retornou para São Paulo. A investigação criminal prossegue porque se trata de crimes de ação penal pública incondicionada, o que significa que o Ministério Público pode iniciar o processo sem depender de uma representação formal da vítima.
Vídeo viraliza e detalha o ocorrido
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra momentos após a mulher ser jogada no mar. Nas imagens, o homem aparece realizando manobras com a moto aquística em alta velocidade, chegando a se aproximar perigosamente de banhistas antes de se afastar. A notificação da Marinha foi realizada com base na identificação feita pela Polícia Civil, mas os dois processos – o administrativo e o criminal – são independentes e não possuem relação direta entre si.
Este caso chama a atenção não apenas pela violência envolvida, mas também pelo risco que o tráfego irregular de embarcações representa para a segurança dos banhistas em áreas costeiras. As autoridades reforçam a importância de respeitar as normas de tráfego aquaviário e de combater qualquer forma de violência, especialmente no ambiente doméstico.



