Hospitais do Pará humanizam UTIs neonatais com ensaio fotográfico de Páscoa para bebês prematuros
UTIs neonatais do Pará fazem ensaio de Páscoa com bebês prematuros

Hospitais do Pará transformam UTIs neonatais com ensaio fotográfico de Páscoa para bebês prematuros

Três hospitais públicos no estado do Pará promoveram uma iniciativa especial para humanizar o ambiente de cuidados intensivos neonatais: um ensaio fotográfico temático de Páscoa com recém-nascidos prematuros internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. A ação ocorreu no Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS) em Icoaraci, distrito de Belém, no Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC) na capital paraense e no Hospital Geral de Tailândia (HGT) no sudeste do estado.

O objetivo principal foi proporcionar momentos de sensibilidade e esperança para os pais, além de ressignificar a experiência hospitalar durante o delicado período de internação dos bebês. As atividades foram organizadas por comitês de humanização e equipes multiprofissionais, seguindo rigorosos protocolos de saúde e segurança.

Hospital Regional Abelardo Santos: o lúdico como ferramenta de acolhimento

No HRAS, a manhã de quinta-feira (2) foi marcada pelo clima pascal na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI). Organizada pelo Comitê de Humanização e pela equipe de Terapia Ocupacional, a ação incluiu bebês caracterizados com orelhinhas de coelho e roupas temáticas, todas produzidas sob controle sanitário.

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A dona de casa Sarah Peixoto, natural de Joanes no Arquipélago do Marajó, que acompanha o filho prematuro Cosmos no HRAS desde fevereiro, destacou o valor psicológico da iniciativa. "Essas ações são boas porque funcionam como uma distração. É uma forma de desfocar um pouco das dificuldades e tornar a espera mais leve", afirmou, ressaltando que o atendimento prioriza a saúde do bebê com suporte integral.

A terapeuta ocupacional Layane Sena explicou a abordagem: "Essas ações visam humanizar a assistência e ressignificar a experiência hospitalar. Elas reduzem o estresse e favorecem o aspecto socioafetivo ao olhar para o bebê além do prontuário médico. O resultado é um ambiente mais acolhedor, que fortalece os laços afetivos".

Hospital de Clínicas Gaspar Vianna: leveza em ambiente de alta complexidade

A UTI Neonatal do HC, referência em cuidados intensivos neonatais em cardiologia, também realizou seu ensaio fotográfico temático. Os recém-nascidos foram caracterizados com adereços de coelhinhos nos berçários, em ação organizada pela equipe multidisciplinar com apoio da assessoria de comunicação.

A atividade teve como objetivo proporcionar acolhimento às famílias e suavizar a experiência da internação, mesmo em um ambiente de alta complexidade onde a rotina é marcada por monitoramento constante. A iniciativa faz parte das estratégias de humanização da unidade, que buscam ampliar o cuidado para além da assistência clínica, considerando também aspectos emocionais.

Durante o ensaio, a equipe adotou todos os cuidados necessários para garantir a segurança dos recém-nascidos, respeitando o quadro clínico de cada bebê, o tempo de exposição e os estímulos adequados ao ambiente neonatal.

Hospital Geral de Tailândia: transformando momentos delicados em lembranças afetivas

No HGT, o Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) realizou ação especial na UTI Neonatal nesta quinta-feira (2). Mais do que um simples registro fotográfico, a iniciativa buscou transformar um momento delicado em lembrança afetiva para as famílias, valorizando o vínculo entre mães e bebês nos primeiros dias de vida.

Voluntários confeccionaram adereços temáticos como orelhinhas de coelho nas cores rosa e azul, cenouras e um painel com a mensagem "Minha primeira Páscoa". O ensaio contou com participação voluntária da técnica em Enfermagem Cleidiane Santos, que também atua como fotógrafa.

A coordenadora da UTI Neonatal, Silmara Almeida, acompanhou cada momento: "Pensamos em tudo com muito carinho, para que fosse um momento leve e especial para as mães e seus bebês. Mesmo dentro da UTI, conseguimos criar um ambiente de afeto. Cada bebê foi preparado com cuidado, respeitando seu tempo".

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Participaram do ensaio cinco recém-nascidos - quatro meninas e um menino - com idades entre quatro dias de vida a 1 mês e 14 dias, ao lado de suas mães. A ação demonstra como iniciativas de humanização podem criar pontes emocionais em ambientes hospitalares, oferecendo conforto e esperança durante tratamentos intensivos.