Secretário de Cidades do Tocantins pede exoneração antes do prazo eleitoral
Ubiratan Carvalho Fonseca, titular da Secretaria de Estado das Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional (Secihd), pediu exoneração do cargo, em um movimento que faz parte de uma onda de saídas no governo do Tocantins. A exoneração foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) de quinta-feira, 2 de maio, sem indicação de quem deve assumir a pasta temporariamente.
Onda de exonerações no governo estadual
Além de Ubiratan, outros dez secretários e presidentes de autarquias também entregaram os cargos nesta semana, totalizando uma significativa renovação no primeiro escalão do Executivo tocantinense. As saídas ocorrem estrategicamente antes do prazo-limite estabelecido no Calendário Eleitoral, que exige que membros do Executivo que pretendem concorrer às eleições deixem funções de gestão até 4 de abril.
Este processo, conhecido como desincompatibilização, visa evitar conflitos de interesse e garantir igualdade de condições na disputa eleitoral. A medida é comum em anos eleitorais, mas a escala das exonerações no Tocantins chama a atenção, refletindo possíveis movimentações políticas internas.
Outras saídas de destaque no governo
Na quarta-feira, 1º de maio, oito membros do primeiro escalão do governo do Tocantins pediram exoneração, com novos gestores sendo nomeados imediatamente para assumir as funções. Entre os nomes que deixaram o governo estão figuras importantes como o comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins, Márcio Antônio Barbosa de Mendonça, e o secretário extraordinário de Ações Governamentais, Lázaro Botelho Martins.
Essas mudanças ocorrem em um contexto de preparação para as eleições de 2024, onde muitos servidores públicos podem buscar candidaturas a cargos eletivos. A desincompatibilização é um requisito legal que busca assegurar a lisura do processo democrático, evitando que ocupantes de cargos de confiança usem suas posições para vantagem eleitoral.
Impactos e próximos passos
A exoneração de Ubiratan e dos demais secretários deixa lacunas na administração estadual, exigindo rápida nomeação de substitutos para garantir a continuidade dos serviços públicos. O governo do Tocantins ainda não divulgou oficialmente os nomes dos novos titulares para todas as pastas afetadas, o que pode gerar um período de transição e ajustes.
Especialistas em administração pública alertam que tais mudanças, embora necessárias por lei, podem impactar a eficiência governamental se não forem bem gerenciadas. A população tocantinense aguarda com expectativa as definições, enquanto o cenário político estadual se reconfigura às vésperas do pleito eleitoral.



