Uma estudante de medicina conseguiu uma medida protetiva na Justiça após sofrer ataques de um colega de turma em Goiânia. Os incidentes, que incluíram difamação, intimidação e até mesmo o furo do pneu de seu carro, começaram há aproximadamente dois meses, conforme depoimento da vítima divulgado pela TV Anhanguera.
Detalhes dos ataques
Em seu depoimento, a estudante, que não teve o nome revelado, afirmou que o colega a difamava chamando-a de arrogante e prepotente. Durante as aulas, ele a encarava fixamente, numa tentativa clara de intimidá-la. As situações se intensificavam quando ela, como representante de turma, discordava de informações repassadas por ele.
O pai da estudante, que preferiu não se identificar, declarou à TV Anhanguera que a filha está sendo alvo de misoginia. Ele ressaltou que as decisões tomadas por ela têm desagradado o colega. “Dessa forma, ela tem se sentido perseguida porque ele a ofende, xinga e usa palavras de baixo calão”, contou.
Impacto na vida acadêmica
A estudante relatou que, temendo por sua integridade física, deixou de frequentar a faculdade, adoeceu e teve um desempenho ruim nas provas. A situação a levou a buscar a Justiça para garantir sua proteção.
Medidas judiciais
A Justiça de Goiás determinou uma série de restrições ao agressor. Ele está proibido de se comunicar com a estudante e seus familiares, tanto pessoalmente quanto por redes sociais. Também não pode se aproximar dela a menos de 300 metros. Durante as aulas, está vetado de realizar qualquer gesto que possa ser interpretado como intimidação. O documento judicial destaca que qualquer comunicação ou provocação no ambiente acadêmico resultará na revogação da medida e na possível prisão do colega.
Posicionamento da universidade
A PUC Goiás, em nota ao g1, informou que, assim que tomou conhecimento dos fatos, adotou providências pedagógicas e administrativas em sintonia com a decisão judicial. A universidade ressaltou sua identidade cristã e missão pedagógica, conclamando a comunidade a ser vigilante contra qualquer forma de violência e a adotar posturas construtivas de paz.
O g1 também procurou a Polícia Civil para mais informações, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.



