A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já articula uma nova narrativa após a derrota de Jorge Messias, que teve sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Senado. Lideranças próximas ao filho primogênito de Jair Bolsonaro afirmam que o discurso de que “Lula não tem qualquer controle sobre o Congresso” será utilizado nos próximos meses. A rejeição ao advogado-geral da União, fato inédito em 132 anos, será interpretada pela retórica bolsonarista como um “recado do Congresso ao governo e ao Judiciário de que não tolerarão mais interferências”.
Reação imediata
O próprio Flávio Bolsonaro adotou esse tom logo após a derrota do indicado por Lula. “Um dia histórico para o Brasil. O governo Lula acabou, não tem governabilidade ou respeito de ninguém. Estão colhendo o que plantaram, por desdenhar do Congresso e governar por meio do Supremo. Foi uma resposta clara ao governo e a alguns no STF”, afirmou o senador.
Estratégia de campanha
A campanha de Flávio pretende usar esse episódio para reforçar a ideia de que o atual governo não possui controle sobre o Legislativo, o que, segundo eles, inviabiliza a governabilidade. A narrativa deve ser mobilizada como parte central do discurso de campanha, mirando as eleições de 2026.
Lideranças do núcleo de decisões da campanha do filho de Jair Bolsonaro destacam que a rejeição a Messias será um marco na retórica bolsonarista, servindo como exemplo de que o Congresso não aceitará imposições do Executivo ou do Judiciário. A estratégia busca capitalizar o desgaste político do governo Lula e fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro.



