Homem morre baleado por engano dentro de carro em Arcos, MG; jovem sobrevive
Homem morto por engano em Arcos, MG; jovem sobrevive a tiros

Homem é morto a tiros por engano dentro de veículo em Arcos, Minas Gerais

A cidade de Arcos, em Minas Gerais, foi palco de um crime violento que resultou na morte de um homem e deixou outro ferido. O caso, que ocorreu em setembro de 2025, ganhou novos detalhes com a divulgação do inquérito pela Polícia Civil na última quinta-feira (22).

Detalhes do crime na Rua Tenente Florêncio Nunes

No dia 16 de setembro de 2025, na Rua Tenente Florêncio Nunes, no Bairro Brasília, em Arcos, Francisco Bernardes de Oliveira, de 46 anos, natural de Belo Horizonte, estava dentro de um carro conversando com um jovem de 21 anos, que se encontrava do lado de fora do veículo. Em um momento trágico, outro automóvel parou ao lado e um de seus ocupantes efetuou vários disparos, atingindo ambos os indivíduos.

Francisco não resistiu aos ferimentos e faleceu no local, com seu corpo sendo posteriormente encontrado por policiais. O jovem, também baleado, conseguiu sobreviver após buscar atendimento médico em um hospital de Lagoa da Prata, cidade vizinha. A investigação apurou que a vítima fatal foi atingida por engano, sendo o jovem o verdadeiro alvo dos atiradores.

Investigação aponta motivação e suspeitos

De acordo com o inquérito policial, o crime foi motivado por uma disputa relacionada ao tráfico de drogas. Através de depoimentos de testemunhas e análises periciais, a Polícia Civil identificou um suspeito de 22 anos como autor dos tiros. A prisão preventiva dele foi solicitada e aprovada pela Justiça, mas ele permanece foragido, com as autoridades em busca de sua captura.

Além disso, a investigação levou à solicitação da prisão preventiva do jovem sobrevivente, que já está detido desde 3 de novembro. O suspeito foragido foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio, destacando a gravidade do caso.

Desdobramentos e descobertas da polícia

A investigação da Polícia Civil teve início no dia seguinte ao crime, em 17 de setembro de 2025, e revelou aspectos sombrios do episódio. O carro utilizado pelos agressores foi localizado completamente queimado em uma plantação de eucalipto na zona rural do município, indicando uma tentativa de destruir evidências.

Este caso reforça os desafios enfrentados pela segurança pública em combater a violência associada ao tráfico de drogas, com consequências trágicas para vítimas inocentes, como Francisco, que foi morto por engano em meio a uma situação de conflito.