Família e amigos prestam últimas homenagens a Rodrigo Castanheira no Distrito Federal
Nesta sexta-feira (13), completam-se seis dias desde o falecimento de Rodrigo Castanheira, adolescente de apenas 16 anos que perdeu a vida após uma violenta agressão no Distrito Federal. O jovem permaneceu por dezesseis dias em coma induzido, em estado gravíssimo, após ser brutalmente atacado pelo ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, na madrugada do dia 23 de janeiro, em Vicente Pires.
Processo judicial avança com denúncia do Ministério Público
Na quarta-feira (11), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios formalizou a denúncia contra Pedro Turra por homicídio doloso qualificado por motivo fútil. O acusado cumpre prisão preventiva no Complexo Penitenciário da Papuda desde o dia 2 de fevereiro. A Justiça negou, na quinta-feira (12), um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do piloto, mantendo-o sob custódia.
Linha do tempo detalhada do caso revela sequência trágica de eventos
Segundo a denúncia do MP, a noite do dia 22 de janeiro teve início com Pedro Turra e um amigo em uma academia. Por volta das 23h40, o ex-piloto enviou mensagens à namorada informando que se dirigiria a um endereço em Vicente Pires, onde ocorria uma festa de aniversário. O local era alvo de tensões, pois havia pessoas que desejavam agredir o amigo de Pedro.
O MP sustenta que as mensagens indicam intenção prévia de confronto, com Pedro declarando "vamos pegar eles" e pressionando a namorada a comparecer. Investigadores levantaram a hipótese de que o objetivo seria tanto para que o amigo conversasse com uma ex-namorada quanto para resolver uma rixa anterior com Rodrigo Castanheira.
Madrugada fatídica e agressão brutal
Na madrugada de 23 de janeiro, Pedro Turra e seus amigos permaneceram nas áreas comuns do condomínio. Após reclamações sobre barulho, os convidados se deslocaram para a rua. Foi na via pública que a discussão entre Pedro, dentro de um carro, e Rodrigo escalou.
O MP não confirmou o motivo inicial da discussão, mas testemunhas relataram que, em determinado momento, Pedro cuspiu no rosto de Rodrigo. O adolescente, em tom de indignação, teria exclamado: "ele cuspiu na minha cara". Esse ato foi considerado o "motivo imediato" para a agressão subsequente.
Pedro desceu do veículo e desferiu múltiplos socos contra o rosto e a cabeça de Rodrigo Castanheira. Após a violência, o grupo do agressor deixou o local, enquanto a vítima era transportada ao hospital ainda no dia 23, com diagnóstico de traumatismo cranioencefálico grave, entrando em coma induzido.
Desenrolar jurídico e prisões
Pedro Turra foi preso no mesmo dia e, em depoimento, afirmou que não tinha "intenção de machucar" Rodrigo. No dia 24 de janeiro, após audiência de custódia, ele foi solto mediante pagamento de fiança no valor de R$ 24.315.
Em 30 de janeiro, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na residência de Pedro, onde foram apreendidos um soco inglês e facas. O acusado, que estava na casa da mãe, foi novamente detido e levado à Divisão de Controle e Custódia de Presos, com base em suspeitas de interferência nas investigações.
No dia 2 de fevereiro, Pedro Turra foi transferido para o Centro de Detenção Provisória no Complexo Penitenciário da Papuda, onde permanece em cela individual devido a relatos de ameaças por parte de policiais e outros presos.
Morte e reclassificação do crime
Rodrigo Castanheira faleceu no dia 7 de fevereiro, após dezesseis dias de internação em estado crítico. Com o óbito, o MP reclassificou o crime de lesão corporal gravíssima para homicídio doloso. Além da ação penal, o órgão requereu que Pedro Turra seja condenado a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 400 mil à família da vítima.
O caso continua sob acompanhamento judicial, com a comunidade local e familiares enlutados buscando justiça para a perda prematura de Rodrigo Castanheira.



