Chefe de facção de Alagoas preso planejava fuga para o Paraguai
Chefe de facção preso planejava fugir para o Paraguai

A Polícia Civil de Alagoas prendeu nesta quarta-feira (14) um dos criminosos mais procurados do estado. Givaldo Barbosa de França, conhecido como "Quinzinho", foi capturado no Paraná quando planejava deixar o Brasil e se refugiar no Paraguai.

Plano de fuga internacional frustrado

De acordo com o delegado Thales Araújo, diretor de Inteligência Policial, o foragido de 44 anos buscava "um pouco mais de liberdade" em território paraguaio. O objetivo era escapar definitivamente da Justiça brasileira. A investigação revela que, após iniciar a fuga em 2023, Quinzinho passou pelo Rio de Janeiro, onde se escondeu no Morro do Alemão em contato com o alto comando do crime organizado.

Em seguida, ele seguiu para o interior de São Paulo antes de mirar o destino internacional. Mesmo à distância, mantinha influência ativa sobre a facção, conforme destacou o delegado, graças aos modernos meios de comunicação.

Mais de 40 anos de condenações e crimes graves

O criminoso estava entre os mais procurados da Justiça alagoana e possui condenações definitivas que somam mais de 40 anos de prisão, sem possibilidade de recurso. A lista de crimes pelos quais responde é extensa e inclui:

  • Tráfico de drogas
  • Uso de objeto para fabricação de entorpecentes
  • Roubo
  • Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito

Após a prisão no Paraná, Quinzinho foi transferido para Alagoas, onde permanecerá à disposição da Justiça.

"Expert na logística do crime"

A polícia descreve Givaldo Barbosa como um especialista na logística do crime. Sua função de chefia estava ligada principalmente ao abastecimento e distribuição de drogas em Alagoas e em outros estados. Ele era o responsável por garantir que a droga chegasse ao estado e fosse distribuída por diversas regiões, inclusive em estados vizinhos.

O foragido exercia forte influência em áreas consideradas estratégicas, como o bairro do Vergel do Lago e a região lagunar de Maceió. Sua prisão representa um golpe significativo na estrutura logística da facção na região.

A operação que resultou na sua captura demonstra a articulação inter estadual das forças policiais para combater líderes criminosos que tentam se esconder em outras partes do país ou planejam fugas internacionais.