Funcionário e cliente presos por adulteração de preços em supermercado de Mossoró
Um funcionário de um supermercado e um cliente foram presos em flagrante neste fim de semana em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, suspeitos de um esquema de adulteração nos preços de produtos. Os dois não tiveram os nomes divulgados pela Polícia Civil, mas as investigações revelaram que eram amigos e atuavam em conluio para fraudar o estabelecimento.
Modus operandi da fraude
Segundo as autoridades, a dupla utilizava etiquetas falsas com preços reduzidos para enganar o sistema de caixa. A dinâmica do crime era meticulosa e repetitiva:
- O cliente entrava no supermercado e selecionava cortes de carne no setor de frigorífico.
- Os produtos eram pesados e etiquetados corretamente com o valor real.
- Durante o percurso pela loja, o funcionário encontrava o cliente e colava uma nova etiqueta por cima da original, com um valor consideravelmente mais baixo.
- O cliente seguia para o caixa e pagava o valor adulterado, saindo com a mercadoria por um preço irrisório.
Esse esquema permitia que itens de alto valor, como carnes nobres, fossem adquiridos por uma fração do custo, causando prejuízos significativos ao comércio.
Descoberta e prisão
A fraude veio à tona após a gerência e os proprietários do supermercado notarem inconsistências frequentes no estoque e no faturamento do setor de carnes. Desconfiados, decidiram monitorar as câmeras de segurança e, em pouco tempo, flagraram a ação criminosa em andamento.
"Aguardamos o momento em que o cliente passou pelo caixa para realizar a abordagem, garantindo a prisão em flagrante", explicou uma fonte policial. A abordagem foi realizada no próprio estabelecimento, evitando que os suspeitos escapassem ou destruíssem evidências.
Amizade e negócios em comum
Na delegacia, o delegado Roberto Moura, responsável pelo caso, informou que os dois envolvidos mantinham uma relação de amizade próxima. O cliente é proprietário de uma sanduicheria na cidade, enquanto o funcionário do supermercado trabalhava com ele na lanchonete durante as horas vagas, criando um vínculo que facilitou o esquema.
Durante os depoimentos, os suspeitos negaram veementemente a participação no crime, mas não souberam explicar o motivo da sobreposição das etiquetas captada pelas imagens de segurança. A polícia considerou as evidências contundentes e os autuou pelo crime de estelionato.
Consequências legais
Devido às circunstâncias do crime e ao flagrante, não houve estipulação de fiança na esfera policial. A dupla foi encaminhada ao sistema prisional de Mossoró, onde permanece à disposição da Justiça aguardando as próximas etapas do processo legal.
A Polícia Civil segue investigando se houve participação de outras pessoas no esquema ou se a fraude ocorria há mais tempo, ampliando o escopo das apurações. As autoridades alertam que práticas semelhantes podem ser mais comuns do que se imagina e recomendam que comerciantes reforcem a fiscalização interna.
Esse caso serve como um alerta para a importância de sistemas de segurança eficientes e da vigilância constante por parte dos gestores de estabelecimentos comerciais, especialmente em setores com produtos de alto valor agregado.



