Professora de Direito é assassinada a facadas por aluno em faculdade de Porto Velho
A professora de Direito Juliana Santiago foi brutalmente assassinada dentro de uma sala de aula em uma faculdade particular de Porto Velho, Rondônia, na noite de sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026. O crime chocou a comunidade acadêmica e local, com detalhes revelados pela Polícia Civil de Rondônia.
Detalhes do crime e arma utilizada
Segundo informações confirmadas pela polícia, Juliana Santiago foi morta com a própria faca. O aluno João Junior, preso em flagrante pelo homicídio, afirmou em depoimento que havia recebido o utensílio da professora na véspera do ataque. De acordo com seu relato, Juliana lhe deu um doce acondicionado em uma vasilha, acompanhado da faca, que acabou sendo utilizada no crime.
Motivação e contexto do suspeito
Em seu depoimento, João Junior revelou que mantinha um relacionamento com a vítima e ficou emocionalmente abalado após perceber um afastamento recente dela, além da retomada de contato com um ex-companheiro. Ele esperou ficar a sós com a professora para conversar sobre a relação, mas durante a discussão, afirmou ter sido tomado por raiva e desferido os golpes fatais.
Captura e prisão em flagrante
Após o ataque, o suspeito tentou fugir do local, mas foi contido por outro aluno da instituição, que é policial militar. O agente relatou que estava em uma sala ao lado quando ouviu gritos e barulho de objetos sendo quebrados. Ao sair, encontrou a professora ferida e o agressor tentando deixar o local. Ele conseguiu imobilizá-lo e deu voz de prisão, garantindo a captura imediata.
Socorro e óbito da vítima
Juliana Santiago chegou a ser socorrida com vida e encaminhada ao Pronto-Socorro João Paulo II em Porto Velho, mas infelizmente não resistiu aos graves ferimentos. Além de lecionar na faculdade, ela também atuava como escrivã da Polícia Civil de Rondônia, adicionando uma camada de tristeza ao caso entre colegas de profissão.
Investigações em andamento
O caso foi registrado como feminicídio e segue sob investigação da Delegacia de Homicídios de Porto Velho. Os celulares do suspeito foram apreendidos e encaminhados para perícia, visando esclarecer mais detalhes sobre o crime e as circunstâncias que levaram ao trágico desfecho.