Maduro é detido em Nova York após ataque dos EUA à Venezuela
Ditador venezuelano Maduro preso em Nova York

O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, passou a noite de sábado (3) em um centro de detenção localizado no bairro do Brooklyn, em Nova York. Sua chegada aos Estados Unidos ocorreu após uma operação militar americana contra Caracas, que resultou em sua captura e transferência imediata.

Operação de captura e transferência

Maduro desembarcou no Aeroporto Internacional Stewart, neste sábado, sob forte esquema de segurança. Policiais, militares e agentes federais americanos formavam a escolta que o acompanhava. Horas antes, ele havia sido capturado durante um ataque conduzido pelos Estados Unidos contra a capital venezuelana.

O percurso até o solo norte-americano incluiu uma escala em um navio militar dos EUA no Caribe. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram transportados juntos nesta etapa da jornada, antes de seguirem para Nova York para enfrentar a Justiça.

Imagens da chegada e acusações formais

Imediatamente após a chegada do ditador, um dos perfis oficiais da Casa Branca na rede social X (antigo Twitter) divulgou um vídeo impactante. Nas imagens, Maduro aparece algemado e caminhando dentro da sede da agência antidrogas do país, em Nova York.

Na filmagem, ele veste roupas de inverno, carrega uma garrafa de água e é acompanhado de perto por três agentes. Segundo informações do jornal The New York Times, após essa passagem pela DEA, ele foi conduzido diretamente para o centro de detenção no Brooklyn.

As acusações do Departamento de Justiça

Nicolás Maduro e Cilia Flores responderão a uma série de acusações graves apresentadas pelo Departamento de Justiça do governo de Donald Trump. As principais imputações são:

  • Narcoterrorismo
  • Tráfico internacional de drogas
  • Porte ilegal de armas

Estas acusações são o desfecho de longas investigações que vinculam o alto comando do regime venezuelano a atividades criminosas de escala global. A detenção marca um capítulo sem precedentes nas relações entre os Estados Unidos e a Venezuela, elevando a tensão geopolítica na região.

A situação deve gerar reações intensas do governo de Caracas e de seus aliados internacionais. Especialistas alertam para possíveis desdobramentos políticos e de segurança enquanto Maduro aguarda os trâmites legais no sistema judiciário americano.