A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na tarde desta sexta-feira (2), Jonathan Clayton Ferreira, acusado de agredir gravemente o filho, que na época tinha apenas um ano de idade. A captura ocorreu em uma residência no bairro de Sepetiba, na Zona Oeste da capital fluminense.
Histórico de violência e lesões graves
O caso remonta a setembro de 2021, quando o bebê foi levado por familiares a uma unidade de pronto atendimento. A criança apresentava um quadro alarmante: costelas quebradas e marcas de agressões nas costas, pernas e na cabeça. Segundo relatos de integrantes da família ao longo do processo, o pai teria chutado e pisado na criança.
O histórico violento contra o bebê incluía ainda um episódio em que Jonathan teria queimado o filho com uma colher quente. Em seu depoimento judicial, o acusado admitiu que "já bateu na criança para corrigi-la", mas alegou que só batia "na bunda ou na mão" e afirmou não saber como a vítima ficou lesionada.
Trajetória judicial e aumento da pena
Jonathan foi preso inicialmente em setembro de 2021, mas conseguiu o direito de responder ao processo em liberdade poucos meses depois. Em 17 de agosto de 2022, ele foi condenado em primeira instância a 3 anos de prisão em regime aberto.
Na sentença, o juiz Juarez Costa de Andrade foi contundente: "A culpabilidade do acusado merece uma maior reprovação, eis que agiu com dolo intenso, utilizando-se de excessiva violência, provocando diversas lesões na vítima, seu filho de apenas um ano de idade".
Insatisfeito com a pena, o Ministério Público recorreu. Em 2023, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) decidiu, por unanimidade, aumentar a punição. A pena foi elevada para 4 anos e 8 meses de prisão, com determinação de cumprimento em regime fechado.
A desembargadora Katia Maria Amaral Jangutta, ao votar pelo aumento, destacou a gravidade extrema do crime: "Há de se ressaltar que o delito foi cometido pelo pai contra criança de apenas 1 ano de idade, a qual não tem qualquer meio de defesa e ficou extremamente lesionada".
Fuga e captura final
Após a condenação em segunda instância, Jonathan Clayton Ferreira não se apresentou para iniciar o cumprimento da pena e passou a ser considerado foragido. A busca por ele foi conduzida por policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).
Nesta sexta-feira, os agentes localizaram e prenderam o homem na casa em Sepetiba. Ele não reagiu à prisão. Após a captura, Jonathan foi levado para a DRCI e, em seguida, encaminhado ao sistema penitenciário para finalmente cumprir a sentença.
O g1 tentou contato com os advogados de defesa de Jonathan Clayton Ferreira, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.