Incêndio na COP 30 em Belém: investigação segue sem conclusões após dois meses
A Polícia Federal (PF) divulgou nesta terça-feira (20) que a perícia sobre o incêndio que atingiu a Zona Azul da COP 30, em Belém, ainda está em andamento, sem possibilidade de antecipar causas ou responsabilidades. O incidente ocorreu em novembro de 2025, e após dois meses, as análises técnicas continuam devido à sua complexidade, exigindo exames detalhados para esclarecer o ocorrido.
Resposta oficial e medidas contratuais
A Secretaria Extraordinária para a COP 30 (Secop), ligada ao governo federal, emitiu um comunicado afirmando que a adoção de eventuais medidas de reparação contratual ou indenizatória depende da conclusão dessas apurações. A Secop destacou ainda que, se for comprovada a responsabilidade de empresas contratadas ou subcontratadas, serão tomadas providências previstas em contrato e na legislação vigente, garantindo a aplicação das normas cabíveis.
Detalhes do incidente e impactos
O fogo começou no dia 20 de novembro de 2025, na área dos pavilhões de países da Blue Zone, e foi contido em apenas seis minutos pelo Corpo de Bombeiros. Embora não tenham sido registradas queimaduras, o Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (CIOCS) atendeu aproximadamente 35 pessoas por inalação de fumaça ou crises de ansiedade, resultando em uma correria que levou à interdição total da área.
- A PF abriu um inquérito no mesmo dia para investigar as causas do incêndio.
- Após a emissão de alvará de funcionamento e atestado de segurança pelos bombeiros, a Zona Azul foi reaberta na noite de 20 de novembro e devolvida oficialmente à ONU.
- O Corpo de Bombeiros ressaltou que a estrutura montada para a conferência utilizava materiais considerados não inflamáveis, o que contribuiu para conter a propagação das chamas.
Com a perícia ainda em curso, a comunidade aguarda os resultados finais para entender melhor as circunstâncias deste evento durante uma conferência global de grande relevância ambiental.