Novas fotos e transmissões de rádio reacendem mistério do desaparecimento de Amelia Earhart
Fotos inéditas e transmissões de rádio reacendem mistério de Amelia Earhart

Novas pistas reacendem o mistério do desaparecimento de Amelia Earhart

Especialistas em tecnologia e história da aviação estão mais próximos de desvendar um dos maiores enigmas do século XX: o desaparecimento da pioneira Amelia Earhart. Recentemente, uma coleção de fotografias inéditas e transmissões de rádio da época vieram a público, oferecendo novas perspectivas sobre os momentos finais da aviadora antes de seu voo fatídico em 1937.

Fotos inéditas revelam os últimos momentos antes do voo

As imagens, capturadas poucas horas antes da partida de Amelia Earhart, mostram a aviadora ao lado de seu bimotor Lockheed Electra 10e durante uma parada em Darwin, na Austrália. Esses registros visuais, que permaneceram guardados por décadas na família de um marinheiro, são considerados alguns dos últimos antes do desaparecimento no Oceano Pacífico. As fotografias foram recentemente colocadas à venda pela casa britânica Henry Aldridge & Son, especializada em itens históricos, consolidando-se como documentos de alto valor simbólico e financeiro.

Transmissões de rádio detalham problemas durante a jornada

Além das fotos, um conjunto de transmissões de rádio feitas por Earhart durante o voo final ganhou destaque. Liberadas no ano passado por decisão do presidente Donald Trump, essas comunicações relatam problemas de navegação e combustível, reforçando a hipótese de que a aviadora enfrentava dificuldades crescentes ao se aproximar da Ilha Howland, onde planejava reabastecer. O avião desapareceu a aproximadamente 11 quilômetros antes dessa parada estratégica, em uma tentativa de circum-navegação global.

Cruzamento de dados amplia a compreensão do desaparecimento

O cruzamento entre os registros de rádio e as novas fotografias permite uma reavaliação mais precisa das circunstâncias da última jornada de Amelia Earhart. Especialistas destacam que esses elementos visuais e auditivos ajudam a reconstituir a sequência de eventos que antecederam o sumiço, oferecendo insights sobre as condições técnicas e emocionais da piloto. Ainda não se sabe quem arrematou o lote de fotos no leilão nem por quanto valor, mas o material já se tornou um ponto focal para pesquisadores.

Amelia Earhart se tornou um mito ao ser a primeira mulher a cruzar o Oceano Atlântico sozinha, em 1932, e seu desaparecimento em 1937 continua a fascinar o público e a comunidade científica. Com quase noventa anos desde o incidente, essas novas descobertas reacendem o interesse e podem lançar nova luz sobre a trajetória de uma das figuras mais emblemáticas da história da aviação.