Acidente aéreo na Colômbia resulta em 15 mortos, com vítimas políticas
Um trágico acidente de avião deixou quinze pessoas mortas nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, no nordeste da Colômbia, próximo à fronteira com a Venezuela. Entre as vítimas fatais estão figuras políticas de destaque, como um congressista e um candidato à Câmara Baixa, conforme informações divulgadas pela autoridade aérea colombiana à agência de notícias AFP.
Detalhes do voo e local do desastre
O voo era operado pela Satena, companhia aérea estatal da Colômbia, e havia decolado da cidade fronteiriça de Cúcuta. Com uma duração prevista de aproximadamente 23 minutos, a aeronave perdeu contato com as autoridades pouco antes do pouso, por volta do meio-dia, horário local, que corresponde às 14h de Brasília. Um funcionário da Aeronáutica Civil Colombiana, órgão responsável pela segurança aérea no país, confirmou à AFP que não há sobreviventes no local.
O acidente ocorreu em uma zona montanhosa da região de Norte de Santander, caracterizada por um clima muito variável e com vastas áreas sob controle da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN). Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram restos da fuselagem do avião envoltos por arbustos, evidenciando a gravidade do impacto.
Operação de resgate e vítimas notáveis
O governo colombiano mobilizou imediatamente a Força Aérea para procurar a aeronave e recuperar os corpos no local do acidente. A última localização registrada pelo rastreador de voos Flight Radar indicou que o avião estava entre 1.000 e 1.300 metros de altitude naquela região.
Entre as vítimas identificadas estão Carlos Salcedo, candidato à Câmara Baixa, e o congressista Diógenes Quintero. Quintero ocupava uma cadeira de paz, uma posição especial criada a partir do Acordo de Paz de 2016 com as Farc, destinada a garantir a representação parlamentar das vítimas do conflito armado no país.
Investigações em andamento e reações
A aeronave envolvida no acidente é um Beechcraft 1900, modelo americano capaz de atingir uma velocidade máxima de cerca de 440 km/h. A causa do desastre ainda é desconhecida, e investigações estão em curso para determinar os fatores que levaram à queda.
A AFP tentou contato com a Searca, empresa proprietária do avião segundo o Ministério dos Transportes colombiano, mas a companhia optou por não comentar o ocorrido. Este incidente ressalta os desafios de segurança aérea em regiões remotas e conflituosas, levantando questões sobre as condições operacionais e a influência de grupos armados na área.