Menino de 4 anos morre após muro desabar em Itapevi; proprietário de fábrica é preso
Menino de 4 anos morre após muro desabar em Itapevi

Menino de 4 anos morre após muro desabar em Itapevi; proprietário de fábrica é preso

Uma tragédia chocou a cidade de Itapevi, na Grande São Paulo, na manhã desta segunda-feira (2), quando um menino de apenas 4 anos perdeu a vida após ser atingido por um muro que desabou. O incidente, registrado por câmeras de segurança, ocorreu enquanto a criança caminhava com o pai pela calçada da Rua Bonifácio de Abreu, no Jardim Julieta.

O momento do desabamento e o socorro

Nas imagens, é possível ver o menino e seu pai próximos a um ponto de ônibus quando, subitamente, o muro desaba e atinge a criança. Uma placa de trânsito também caiu na direção do pai, mas ele conseguiu retirá-la rapidamente. Imediatamente, o homem tentou socorrer o filho, recebendo ajuda de moradores que correram para prestar assistência.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e socorreu tanto o pai quanto o filho, transportando-os para o Hospital Geral de Itapevi. Infelizmente, a criança não resistiu aos ferimentos graves e faleceu no hospital. A possível causa da morte, conforme apontado, foi traumatismo craniano.

Investigação e prisão em flagrante

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares que faziam patrulhamento de rotina foram acionados para atender a ocorrência. Ao chegarem ao local, encontraram o menino desacordado ao lado do muro desabado. A investigação revelou que o proprietário de uma fábrica de lajes, responsável pelo muro, estava operando uma carregadeira de rodas dentro do estabelecimento quando a máquina encostou em madeiras fixadas no solo.

Essas madeiras caíram sobre a estrutura do muro, provocando o desabamento. Um funcionário da fábrica, que trabalha no local há cerca de dois anos sem registro em carteira, relatou à polícia os detalhes do acidente. O proprietário, ao ser interrogado sobre sua capacitação profissional para operar o veículo, manteve-se em silêncio, afirmando que só se manifestaria após consultar seu advogado.

Responsabilização legal e consequências

O delegado responsável pelo caso indiciou o proprietário da fábrica por homicídio culposo, com agravante por inobservância de regra técnica de profissão, além de lesão corporal contra o pai da criança. Devido à soma das penas máximas, a concessão de fiança foi impossibilitada, e o acusado foi encaminhado para audiência de custódia.

Este triste episódio levanta questões importantes sobre segurança no trabalho e responsabilidade civil em áreas urbanas, destacando a necessidade de fiscalização rigorosa para prevenir acidentes semelhantes no futuro.