Corpo é encontrado no Rio Purus durante buscas por desaparecidos no interior do Acre
Corpo achado no Rio Purus em buscas por desaparecidos no Acre

Um corpo foi encontrado boiando nas águas do Rio Purus na manhã desta quinta-feira (29), durante as buscas intensivas por dois homens desaparecidos desde a segunda-feira (26) no interior do Acre. O achado ocorreu na Comunidade Messejana, localizada em Santa Rosa do Purus, município que tem sido palco de uma operação de resgate conduzida pelo Corpo de Bombeiros de Sena Madureira.

Desaparecimento e início das buscas

Os desaparecidos são identificados como Francisco Pessoa de Lima e Antônio Fábio do Nascimento. Eles sumiram após deixarem o Seringal Refúgio, na zona rural de Santa Rosa do Purus, utilizando uma bajola, uma embarcação artesanal típica da região amazônica. Familiares, ao perceberem a ausência dos dois, acionaram a prefeitura local, que por sua vez solicitou o apoio especializado dos bombeiros.

Operação de resgate no rio

As buscas foram iniciadas oficialmente na quarta-feira (28), quando uma equipe do Corpo de Bombeiros de Sena Madureira partiu em direção ao seringal. A viagem até o local exigiu aproximadamente nove horas de navegação pelo Rio Purus, um dos principais cursos d'água do estado. Ao chegarem, os militares conversaram com familiares para coletar informações detalhadas sobre o ocorrido e traçar estratégias de busca.

De acordo com informações repassadas à Rede Amazônica Acre, o corpo foi avistado boiando no rio, mas os bombeiros ainda não conseguiram confirmar a identidade da vítima. Além disso, há indícios de que um segundo corpo possa ter sido localizado, porém a equipe precisa realizar verificações adicionais para confirmar essa possibilidade e identificar os envolvidos.

Suspeita de naufrágio

A principal hipótese para o desaparecimento dos dois jovens é a ocorrência de um naufrágio. As condições do rio, somadas ao uso de embarcações artesanais como a bajola, podem ter contribuído para um acidente fatal. Essa suspeita reforça os riscos enfrentados por comunidades ribeirinhas no Acre, onde o transporte fluvial é essencial, mas também perigoso.

O caso chama a atenção para o alto número de desaparecimentos na região. Em 2025, por exemplo, o Acre registrou mais de 140 desaparecimentos de crianças e adolescentes, destacando a necessidade de medidas preventivas e de segurança. Incidentes similares, como o naufrágio que resultou no desaparecimento e posterior encontro do corpo de um jogador no interior do estado, também têm mobilizado forças de segurança recentemente.

As buscas continuam em andamento, com os bombeiros mantendo esforços para localizar o segundo desaparecido e esclarecer as circunstâncias exatas do trágico evento. A comunidade local aguarda ansiosamente por mais informações, enquanto autoridades reforçam a importância da segurança nas atividades fluviais.