Ramon Mapelli dos Santos, de 24 anos, é procurado pela polícia por dirigir um carro durante um racha que resultou na morte da universitária Sara Gimenes Torres, de 22 anos, na Rodovia Leste-Oeste, em Cariacica, na Grande Vitória. O suspeito possui um histórico de ocorrências policiais, incluindo prisão, infrações de trânsito, ameaças e agiotagem.
Prisão preventiva decretada
O juiz Alexandre Pacheco Carreira decretou a prisão preventiva de Ramon. Segundo a decisão, a medida é necessária para garantir a ordem pública, além de assegurar a instrução processual e a aplicação da lei penal. A decisão também destaca que o investigado já esteve envolvido em casos de ameaça, incluindo um registro em 2020 e outro mais recente, no qual teria intimidado uma vítima com o uso de arma de fogo.
Envolvimento com agiotagem
Os autos do processo indicam que Ramon teria se envolvido recentemente com agiotagem, realizando cobranças abusivas e intimidando vítimas. Em um dos episódios, ele teria feito ameaças e exposto a vítima em redes sociais, prometendo violência. Além disso, ele foi preso em flagrante em 2024 por receptação, após ser encontrado com um celular com restrição de furto ou roubo. Há também registros de crimes contra a honra, como calúnia, difamação e injúria.
Detalhes do acidente
No dia do acidente, Ramon conduzia um Toyota Etios quando perdeu o controle do veículo, rodou na pista, colidiu contra um poste e capotou. Ele fugiu do local sem prestar socorro. Sara estava no banco do carona e morreu na hora. Uma amiga, que estava no banco de trás, sofreu ferimentos leves. Ela disse à polícia que não sabia o que provocou o acidente, mas afirmou que um carro BMW passou em alta velocidade pelo veículo deles e, logo depois, percebeu que Sara já estava ferida. A amiga também confirmou que Ramon fugiu após o acidente.
Imagens de câmeras de segurança mostraram o carro de Ramon em alta velocidade momentos antes do acidente, participando de uma corrida ilegal, conhecida como “racha”, na rodovia. A polícia identificou três automóveis envolvidos na disputa.
Contato com a família
Após fugir, Ramon entrou em contato com a família de Sara por chamada de vídeo. Ele pediu perdão, chorou e disse que era apaixonado pela jovem. Também solicitou autorização para ir ao velório, mas o pai de Sara negou. O tio da vítima, Fernando Gimenes, relatou a conversa: “Ele falou: 'eu preciso ver vocês, posso ligar de vídeo?'. Pediu perdão, chorando, falou mais de uma vez que era apaixonado pela Sara e perguntou o que poderia fazer. Meu cunhado disse que nada traria a filha dele de volta.”
Ramon estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e vencida desde dezembro de 2025. O g1 não conseguiu contato com a defesa do suspeito.



