Polícia apura se motorista que atropelou mãe e filho em Indaiatuba participava de racha
Polícia investiga racha em atropelamento fatal em Indaiatuba

A Polícia Civil investiga se o motorista do veículo envolvido no atropelamento que resultou na morte de uma mulher e deixou seu filho gravemente ferido em Indaiatuba, interior de São Paulo, participava de um racha no momento do acidente. De acordo com o boletim de ocorrência, uma testemunha informou aos policiais militares que o carro estava em alta velocidade. A testemunha ainda não prestou depoimento formal na delegacia, conforme a Polícia Civil.

A corporação afirmou que analisará imagens de câmeras de monitoramento da rodovia e que a apuração técnica da perícia é essencial para reconstruir a dinâmica do acidente. O motorista, de 24 anos, estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida e se recusou a realizar o teste do bafômetro, segundo a Polícia Rodoviária.

Detalhes do acidente

Câmeras de segurança registraram o carro em alta velocidade pouco antes das 22h do último sábado (25), deixando um rastro de faíscas na pista. Em seguida, o veículo colidiu na traseira da motocicleta onde estavam as vítimas. Após a colisão, o motorista parou no acostamento e permaneceu no local. Equipes de resgate chegaram cerca de oito minutos depois e prestaram atendimento.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

De acordo com a Polícia Militar, o motorista não apresentava sinais visíveis de embriaguez. Ele foi levado à delegacia, prestou depoimento e foi liberado. O caso foi registrado como homicídio e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, e a perícia foi acionada.

Repercussão e homenagens

O corpo de Gilmara Matos do Carmo, de 54 anos, foi velado na manhã desta segunda-feira (27) no Cemitério Municipal Parque dos Indaiás, em Indaiatuba, das 8h às 13h. Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, Caíque do Carmo, filho da vítima, desabafou: "Por irresponsabilidade, às vezes, de um ato, você acaba deixando famílias em luto. Hoje estou aqui enterrando minha mãe, em dezembro enterrei meu pai. Momento muito difícil. Teve minha irmã que faleceu há quatro anos, aí meu pai agora em dezembro, agora minha mãe."

Alessandra Santos, amiga da família, lamentou a perda de Gilmara e a forma como o acidente ocorreu: "Sabe aquele abraço que cura? Esse abraço que nós perdemos. Foi esse abraço que talvez a impunidade, a insensatez arrancou da gente. Foi esse abraço, essa pessoa que se doava, não era pela metade, não, era por inteiro que ela se doava."

O acidente ocorreu na Rodovia Santos Dumont (SP-75), em Indaiatuba. A Polícia Civil continua as investigações para esclarecer se havia disputa de velocidade entre veículos no momento da tragédia.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar