Um novo capítulo na oncologia brasileira começa a ser escrito com o fortalecimento da aliança entre duas grandes forças do setor de saúde. A Oncoclínicas&Co e a Hapvida NotreDame anunciaram a ampliação de sua parceria, com um foco claro em duas frentes: a expansão do acesso a tratamentos contra o câncer e, principalmente, o robustecimento da pesquisa clínica nacional.
Ponte direta entre pacientes e inovação
O cerne do novo acordo é a criação de uma via de mão dupla entre assistência médica e inovação científica. A medida mais imediata será a integração dos pacientes oncológicos da Hapvida aos protocolos de pesquisa clínica conduzidos pela Oncoclínicas. Isso significa que milhares de pessoas ganharão a oportunidade de participar de estudos com terapias de ponta, muitas vezes ainda não disponíveis no mercado convencional.
Na primeira etapa, já em andamento, está prevista a priorização do encaminhamento desses pacientes para os estudos clínicos da companhia. A iniciativa promete não só ampliar o acesso a tratamentos avançados, mas também dar um impulso significativo ao recrutamento para pesquisas oncológicas em todo o país, um desafio histórico para a ciência brasileira.
Estruturando o futuro da pesquisa no país
Mas a visão da parceria vai além do recrutamento inicial. As empresas planejam avançar, em um segundo momento, para iniciativas conjuntas de capacitação de profissionais, desenvolvimento científico e a condução de pesquisas colaborativas. O plano também inclui a abertura de novos centros de pesquisa em localidades estratégicas, aumentando a capilaridade e o acesso em diferentes regiões do Brasil.
Para Fabio Franke, líder nacional de Pesquisa Clínica da Oncoclínicas&Co, a parceria é um marco. "Representa um avanço estrutural para a pesquisa clínica em oncologia no Brasil. Quando ampliamos o acesso dos pacientes aos estudos clínicos, construímos uma plataforma robusta de recrutamento, com escala nacional e diversidade populacional inédita", afirmou.
Uma base de dados robusta e de longo prazo
O diretor de Pesquisa Clínica da Hapvida, Rodrigo Sardenberg, reforça o caráter duradouro e transformador da colaboração. "Estamos construindo uma parceria sólida e de longo prazo, com potencial para formar um banco de dados robusto e ampliar ainda mais a capilaridade dos estudos", destacou.
Este banco de dados, alimentado por uma população diversa e em grande escala, pode se tornar um ativo invaluable para a ciência, permitindo análises mais profundas e a descoberta de tratamentos mais eficazes e personalizados para a população brasileira.
O anúncio, feito em 12 de janeiro de 2026, sinaliza um movimento importante de união entre a rede de clínicas especializadas e uma grande operadora de planos de saúde. A sinergia tem o potencial de acelerar a inovação, democratizar o acesso às terapias mais modernas e, finalmente, colocar o Brasil em um novo patamar na condução de pesquisas clínicas em oncologia.