PGR se posiciona contra prisão domiciliar para Bolsonaro em parecer ao STF
PGR é contrário à prisão domiciliar para Bolsonaro

PGR apresenta parecer contrário à prisão domiciliar para Bolsonaro

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta sexta-feira (20) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer formalmente contrário ao pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. No documento, Gonet fundamentou sua posição ao afirmar que a unidade prisional onde Bolsonaro está detido, conhecida como Papudinha, oferece atendimento médico completo e ininterrupto.

Argumentos da Procuradoria-Geral da República

No parecer apresentado, o procurador-geral destacou que a Papudinha, localizada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda em Brasília, dispõe de atendimento médico 24 horas por dia. Além disso, o local conta com uma unidade avançada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que pode ser acionada em caso de emergências envolvendo o ex-presidente.

Gonet enfatizou que essas condições são suficientes para garantir o bem-estar e a saúde de Bolsonaro, tornando desnecessária a transferência para prisão domiciliar. O ex-presidente cumpre atualmente uma pena de 27 anos e três meses de prisão, decorrente de sua condenação na ação penal relacionada à trama golpista.

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Contexto da detenção e pedidos anteriores

Jair Bolsonaro está preso no 19° Batalhão da Polícia Militar, uma unidade destinada a presos especiais, como policiais, advogados e juízes. Este não é o primeiro pedido de prisão domiciliar negado pela defesa do ex-presidente.

Em dezembro do ano passado, o ministro do STF Alexandre de Moraes já havia rejeitado um requerimento similar, argumentando que Bolsonaro poderia receber atendimento médico particular sem necessidade de autorização judicial e que havia uma equipe médica disponível para atendê-lo em emergências.

O parecer do PGR reforça essa decisão anterior, sublinhando a adequação das instalações prisionais e a existência de protocolos de saúde estabelecidos. A defesa de Bolsonaro, no entanto, continua a buscar alternativas para alterar as condições de cumprimento da pena, alegando questões de saúde e segurança.

A apresentação deste parecer marca mais um capítulo no longo processo judicial envolvendo o ex-presidente, com a Procuradoria-Geral da República mantendo uma posição firme contra qualquer flexibilização na execução da pena. O STF deverá analisar o documento nas próximas semanas, decidindo se mantém ou não a prisão em regime fechado.

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