O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), Lucas Furtado, protocolou uma representação nesta sexta-feira, 15 de maio, solicitando que a corte investigue possíveis irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido baseia-se em indícios de utilização indireta de recursos públicos, investimentos ligados ao Banco Master e suposta ocultação da origem dos valores destinados à produção cinematográfica.
Contexto das denúncias
A iniciativa de Furtado surge na esteira de reportagens do site Intercept Brasil, que revelaram diálogos entre Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nas conversas, o pré-candidato do PL à presidência da República cobra do banqueiro os aportes milionários prometidos para o longa-metragem. As mensagens indicam que Vorcaro teria se comprometido a financiar o filme, o que levanta suspeitas sobre a origem dos recursos e a possível participação de dinheiro público de forma indireta.
Detalhes da representação
Na representação, Lucas Furtado argumenta que o caso envolve graves indícios de irregularidades, como o uso de recursos públicos de maneira indireta, a ligação com investimentos do Banco Master e a ocultação da verdadeira origem dos valores. O subprocurador pede que o TCU abra uma investigação aprofundada para esclarecer os fatos e, se necessário, adote medidas legais cabíveis. O documento destaca a necessidade de transparência no financiamento de produções audiovisuais, especialmente quando envolvem figuras públicas e ex-presidentes.
O filme “Dark Horse” tem gerado controvérsia desde que foi anunciado, com críticos apontando possíveis conflitos de interesse e uso indevido de recursos. A representação de Furtado é mais um capítulo nessa polêmica, que pode ter desdobramentos políticos e judiciais nos próximos meses.



