Dois dos maiores institutos de pesquisa do Brasil já registraram no Tribunal Superior Eleitoral novas rodadas nacionais sobre a disputa presidencial de 2026, em meio à repercussão dos áudios que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. As pesquisas da AtlasIntel e do Datafolha foram divulgadas após a revelação das mensagens em que Flávio solicita recursos milionários para financiar o filme ‘Dark Horse’, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O que a AtlasIntel pode medir?
A AtlasIntel tende a capturar o impacto mais imediato da crise política envolvendo o senador. Como a coleta começou no mesmo dia da divulgação dos áudios, o levantamento poderá indicar se houve reação rápida do eleitorado ao episódio ou se o cenário de polarização permanece estável. A pesquisa ouvirá 1.200 eleitores e terá margem de erro de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE no dia 13 de maio.
O que o Datafolha deve mostrar?
O Datafolha entra em campo depois da consolidação da repercussão política do caso. Por isso, o levantamento será observado como um teste mais amplo sobre eventual impacto do episódio na imagem de Flávio Bolsonaro e na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A pesquisa ouvirá 2.004 eleitores em todo o país, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE foi feito em 16 de maio.
Por que os levantamentos serão acompanhados de perto?
As pesquisas surgem em um momento de disputa extremamente apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro. Os levantamentos mais recentes mostram empate técnico no segundo turno e vantagem estreita de Lula no primeiro. O mercado político também acompanha se o episódio envolvendo Vorcaro pode alterar a dinâmica da corrida presidencial ou se a polarização continuará resistente mesmo diante de crises envolvendo os dois principais polos da eleição. Além da disputa direta entre Lula e Flávio, os levantamentos devem medir o espaço de nomes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e outros candidatos que tentam se viabilizar como alternativa fora da polarização.



