Moraes autoriza 4 pessoas levar comida para Bolsonaro na Papuda
Moraes autoriza entrega de comida para Bolsonaro na Papuda

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, que regulamenta a rotina alimentar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele autorizou que quatro pessoas específicas levem comida diariamente para Bolsonaro, que cumpre pena no Complexo da Papuda, em Brasília.

Quem são as pessoas autorizadas por Moraes

A lista dos indivíduos que podem fazer a entrega foi definida pelo magistrado a pedido da defesa do ex-presidente. Os nomes liberados são:

  • Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
  • Marcus Antonio Machado Ibiapina, que atuou como assessor presidencial.
  • Tenente Kelso Colnago dos Santos.
  • Sandro Daniel Soares.

A decisão ocorreu pouco depois da transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para a Penitenciária da Papuda, conhecida como "Papudinha", na tarde de quinta-feira, 15 de janeiro.

Regras e fiscalização da entrega

Moraes estabeleceu regras claras para o procedimento. A administração do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ficará responsável por definir o horário da entrega. Além disso, caberá aos agentes desta unidade a tarefa de inspecionar e registrar todo o conteúdo levado ao ex-presidente.

Isso significa que todos os alimentos e itens entregues pelos quatro autorizados passarão por uma vistoria rigorosa antes de chegar a Bolsonaro, garantindo o cumprimento dos protocolos de segurança do local.

Contexto da prisão e próximos passos

Jair Bolsonaro começou a cumprir sua pena na Papuda após decisão judicial. A autorização para entrada de comida de fora é um direito regulamentado, e a definição de uma lista restrita de fornecedores é uma prática comum para manter a ordem e a segurança no sistema prisional.

A medida judicial busca equilibrar o direito do preso a uma alimentação adequada com as necessidades de controle e segurança do estabelecimento penal. A fiscalização pela PMDF assegura que o processo ocorra dentro da legalidade e sem riscos.

O caso continua sendo acompanhado pelos advogados de defesa e pelas autoridades responsáveis pela execução penal no Distrito Federal.