Ministro aposentado do STJ Felix Fischer morre aos 78 anos em Brasília
O ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Felix Fischer faleceu nesta quarta-feira (25) em Brasília, aos 78 anos de idade. O ex-magistrado estava internado no Hospital Sírio-Libanês da capital federal para acompanhamento médico quando veio a óbito.
Cerimônias fúnebres serão realizadas no STJ
O velório do ministro Felix Fischer será realizado na sede do STJ nesta quinta-feira (26), com início às 9h30 da manhã. O sepultamento está programado para as 14h30 no Cemitério Campo da Esperança, localizado na Asa Sul de Brasília. Fischer deixa esposa, Sônia, e quatro filhos: Octávio, João, Denise e Fernando.
Trajetória de vida e formação acadêmica
Natural de Hamburgo, na Alemanha, Felix Fischer nasceu em 30 de agosto de 1947 e chegou ao Brasil ainda bebê, onde posteriormente se naturalizou brasileiro. Sua formação acadêmica inclui graduação em ciências econômicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1971, seguida de formação em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) em 1972.
Carreira jurídica destacada no Ministério Público e STJ
A trajetória profissional de Fischer começou em 1974 como promotor substituto do Ministério Público do Paraná. Ao longo dos anos, ascendeu na carreira até alcançar o cargo de procurador de Justiça em 1990. Sua nomeação para o STJ ocorreu em 17 de dezembro de 1996, ocupando vaga destinada a membros do Ministério Público.
Como brasileiro naturalizado, Fischer atingiu o posto máximo possível na magistratura nacional, considerando que a Constituição Federal estabelece que apenas brasileiros natos podem integrar o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante sua atuação no STJ, o ministro presidiu a Quinta Turma e a Terceira Seção antes de assumir a presidência da Corte no biênio 2012-2014.
No mesmo período, Fischer também comandou o Conselho da Justiça Federal. Entre 2015 e 2017, retornou à presidência da Quinta Turma. Em 2016, ao completar duas décadas de serviço no tribunal, contabilizava aproximadamente 115 mil processos julgados durante sua carreira. O ministro se aposentou definitivamente em 2022, encerrando uma trajetória de quase 50 anos dedicados à Justiça brasileira.



