O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes abriu um inquérito para investigar uma grave violação de dados sigilosos. Segundo as informações apuradas, todos os onze ministros da Corte, além de familiares, teriam sido alvos de uma devassa ilegal em sistemas do Coaf e da Receita Federal.
Um "Francenildo dois" no Supremo
A investigação conduzida por Moraes ganhou contornos dramáticos com a revelação de um ministro do STF ao Radar. O magistrado comparou o caso ao escândalo do caseiro Francenildo Santos, que teve suas contas bancárias violadas ilegalmente em 2005, episódio que atingiu o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci.
"Viu tudo acontecer. É um Francenildo dois", afirmou o ministro, em referência direta ao histórico caso. A declaração ressalta a gravidade e a natureza política das supostas invasões, indicando que o método de obtenção ilegal de informações sigilosas se repetiu.
Aliado de Lula estaria envolvido
De acordo com a fonte confidencial do Radar dentro do STF, um importante aliado do presidente Lula estaria envolvido na violação dos sigilos fiscais e bancários dos ministros. A informação, ainda sob investigação, aponta para um possível vazamento coordenado com o objetivo de obter dados privilegiados sobre os integrantes da mais alta corte do país.
O inquérito, portanto, não se limita a apurar o acesso irregular, mas também busca identificar os responsáveis por ordenar e executar a operação, que configuraria um ataque direto à independência e à segurança do Poder Judiciário.
Investigação em andamento e possíveis desdobramentos
A abertura do inquérito pelo ministro Alexandre de Moraes ocorreu em 16 de janeiro de 2026. O fato de todos os membros do plenário serem considerados vítimas potencializa o impacto do caso dentro do próprio STF e deve garantir celeridade às investigações.
As possíveis consequências são severas, podendo incluir crimes como:
- Violacao de sigilo funcional
- Invasão de sistema de dados
- Formação de organização criminosa
O caso reacende o debate sobre a segurança das informações sensíveis guardadas por órgãos públicos e a politização do acesso a esses dados. A comparação com o "Caso Francenildo" serve como um alerta sobre a repetição de práticas consideradas espúrias na busca por vantagem política, agora em um patamar ainda mais elevado: o do Supremo Tribunal Federal.