Líder chinês defende manutenção do tráfego normal no estreito de Ormuz e pede cessar-fogo total
O presidente da China, Xi Jinping, conversou por telefone com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman, nesta segunda-feira (20 de abril de 2026), abordando questões cruciais sobre o estreito de Ormuz e o conflito na região. Durante o diálogo, o líder chinês afirmou que a abertura e o tráfego normal no estreito de Ormuz estão em conformidade com o interesse comum dos países, da região e da comunidade internacional.
Diplomacia chinesa em ação
Xi Jinping destacou a importância de manter o fluxo marítimo livre e seguro no estreito, uma via estratégica para o transporte de petróleo e mercadorias. O líder chinês também defendeu um cessar-fogo total nos conflitos regionais, enfatizando a necessidade de soluções pacíficas e diálogo entre as nações envolvidas. A conversa ocorre em um momento de tensões geopolíticas e flutuações no preço do petróleo, influenciadas por impasses entre os Estados Unidos e o Irã.
A posição da China reflete seu papel crescente como mediador em disputas internacionais, buscando estabilidade na Ásia-Pacífico e além. Análises indicam que a reabertura do estreito de Ormuz pelo Irã durante uma trégua recente já impactou os mercados, com o preço do barril de petróleo caindo 10% em um dia. A defesa de Xi Jinping pelo tráfego normal visa evitar interrupções que possam afetar a economia global, especialmente em setores dependentes de energia.
Contexto regional e implicações
O estreito de Ormuz é um ponto crítico para o comércio mundial, com cerca de um quinto do petróleo global passando por suas águas. A conversa entre Xi Jinping e Mohammad bin Salman ocorre após uma série de desenvolvimentos, incluindo:
- Anúncio do Irã sobre a reabertura do estreito durante um cessar-fogo.
- Aumento de 5% no preço do petróleo devido a impasses entre EUA e Irã.
- Declarações de outros líderes, como o presidente brasileiro Lula, defendendo multilateralismo nas relações internacionais.
A China tem alertado para os riscos de exercícios militares conjuntos na região, argumentando que a Ásia-Pacífico precisa de paz e não de forças externas que criem divisão. Essa postura alinha-se com a defesa de um cessar-fogo total, visando reduzir hostilidades e promover negociações de paz, como as em vigor entre Líbano e Israel.
O diálogo entre China e Arábia Saudita reforça os laços diplomáticos e econômicos entre as nações, com potencial para influenciar políticas regionais. Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha de perto as movimentações, dada a sensibilidade do estreito de Ormuz para a segurança energética e a estabilidade geopolítica.



